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04/08/2010 - 10h17

Egito acusa militantes de Gaza por foguetes em Israel e Jordânia

Por Dina Zayed

CAIRO (Reuters) - Militantes da Faixa de Gaza podem estar por trás dos foguetes que atingiram Israel e a Jordânia na segunda-feira, disse uma fonte egípcia de segurança nesta quarta-feira, enquanto o Hamas afirmava que não há provas para tal acusação.

Foguetes disparados da península egípcia do Sinai, onde militantes já operaram no passado, caíram em portos de Israel e da Jordânia no Mar Vermelho, matando um civil jordaniano e ferindo três outros, segundo as polícias israelense e jordaniana.

"A informação preliminar que a segurança recebeu indica que as facções palestinas da Faixa de Gaza estão por trás dessa operação", disse uma fonte egípcia não-identificada à agência estatal egípcia de notícias Mena.

Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas, criticou o Egito, dizendo que a acusação teve motivação política. "Parece algo bobo e não se baseia em nenhuma evidência razoável real", afirmou.

O Egito inicialmente negou que os foguetes tivessem partido do montanhoso Sinai, e nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque.

"As declarações egípcias são conflitantes", disse Abu Zuhri. "Duvidamos da credibilidade dessas declarações e acreditamos que sejam não-profissionais e politicamente motivadas."

Questionado na quarta-feira sobre a possível participação do Hamas no incidente, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, disse à Rádio Israel que poderia haver uma ligação.

"Não quero dizer (que estou) convencido, mas poderia haver uma ligação entre o Hamas e esses disparos, talvez não de gente que seja parte do Hamas em Gaza, talvez uma ligação que seja um pouco mais indireta", afirmou.

O Egito não informou de onde os foguetes partiram, mas afirmou estar ampliando a investigação. "O Egito não aceitará o uso desta terra por qualquer outra parte para ferir interesses egípcios", disse a fonte à Mena.

Em 2005, foguetes foram disparados contra navios militares dos EUA no porto jordaniano de Ácaba, mas erraram o alvo e mataram um soldado da Jordânia em terra. Um grupo que diz ter ligação com a Al Qaeda assumiu aquele ataque.

Dois anos depois, um homem-bomba palestino se infiltrou no Sinai e matou três pessoas numa padaria de Eilat, localidade turística no extremo sul israelense, onde raramente chega a violência do conflito no Oriente Médio.

Jordânia e Egito são os únicos países árabes a terem tratados de paz plenos com Israel. Essas relações ficaram abaladas há uma década pela repressão israelense contra os palestinos na Cisjordânia e Faixa de Gaza.

(Reportagem adicional de Dan Williams em Jerusalém e Nidal al-Mughrabi em Gaza

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