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04/08/2010 - 21h28

Presidente eleito da Colômbia define metas com equipe de governo

ANAPOIMA, Colômbia (Reuters) - O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou nesta quarta-feira que ele e seus futuros ministros definiram as prioridades do novo governo que toma posse no sábado.

"Fixamos para uma série de prioridades, escutamos todos os ministros, todos tiveram a possibilidade de expor suas prioridades dentro de cada ministério, discutimos as políticas e as alternativas em um exercício de inteligência coletiva", disse Santos a jornalistas ao final de dois dias de reuniões com seus colaboradores na cidade de Amapoima, próxima a Bogotá.

Santos, um tecnocrata conservador de 58 anos, foi eleito com o apoio de Álvaro Uribe, que está encerrando seu segundo mandato de oito anos na Colômbia.

O presidente eleito disse que, nos seus primeiros dias de gestão, consultará os partidos aliados sobre projetos importantes a serem enviados para o Congresso.

Membro do Partido da U, Santos terá apoio também dos partidos Conservador, Liberal e Mudança Radical. Será uma coalizão mais sólida e numerosa do que Uribe jamais teve ao seu lado.

Depois de se popularizar no combate à guerrilha, como ministro da Defesa de Uribe, Santos promete ênfase em reformas sociais, políticas e judiciais, atendendo aos anseios da população por mais saúde, educação, emprego e moradia. Quase metade dos 44 milhões de colombianos vive na pobreza.

Santos disse que a ética e a transparência serão os princípios fundamentais do seu mandato. Prometeu "um governo que quer pensar grande (...), um governo transparente, um governo que se guia por resultados e um governo que vai governar como uma caixa de vidro, (em) que todo mundo veja o que estamos fazendo".

O novo presidente, que recebeu mais de 9 milhões de votos, anunciou que modernizará a presidência para tornar o governo mais ágil, além de e adaptá-lo às novas tecnologias e necessidades do país.

"Vamos continuar num processo de diálogo permanente com a população para prestar contas e escutar suas angústias, petições e queixas.Isso é parte do bom governo, a responsabilidade de mão dupla", afirmou, definido esse processo como parte da democracia participativa.

(Reportagem adicional de Mónica García)

REUTERS VG

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