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04/08/2010 - 12h58

Violência política no Paquistão se agrava e deixa 12 mortos

Por Faisal Aziz

KARACHI (Reuters) - Pelo menos 12 pessoas foram mortas entre a noite de terça-feira e a madrugada desta quarta-feira em Karachi, no Paquistão, o que ampliou os temores de instabilidade na cidade, centro comercial do pais. A tensão se agravou depois do assassinato de um membro do partido político dominante na cidade.

Desde segunda-feira foram mortas 62 pessoas, disseram a polícia e autoridades, após a morte de Raza Haider, deputado pelo Movimento Muttahida Quami. O governo responsabilizou pela morte insurgentes do Taliban e o grupo proscrito Sipah-e-Sahaba Pakistan.

Alguns analistas dizem que a violência poderia acabar afetando a combalida economia do país. Karachi é o principal porto do Paquistão e sede do Banco Central e da bolsa de valores.

Essa preocupação é alimentada pela ida de militantes do Taliban para Karachi depois de ofensivas do Exército contra seus redutos no noroeste do país. Karachi tem 18 milhões de habitantes e é uma cidade bastante movimentada, onde é fácil esconder-se.

Autoridades e fontes hospitalares disseram que pelo menos 12 pessoas foram mortas pela noite e madrugada em tiroteios que vêm se repetindo na cidade desde que Haider e seu guarda-costas foram mortos quando participavam de um funeral. Mais de 150 pessoas ficaram feridas nesse ataque.

Segundo a policia, mais de 50 veículos e dezenas de lojas foram incendiados desde o assassinato de Haider. Dezenas de pessoas foram presas.

Na manhã desta quarta-feira desconhecidos puseram fogo em várias lojas de celulares num grande mercado da cidade. Temendo mais violência, a maioria das lojas e postos de gasolina da cidade permaneceu fechada pela manhã.

(Reportagem adicional de Sahar Ahmed)

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