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05/08/2010 - 16h02

Conflito entre negros e mexicanos preocupa Nova York

Por Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - Uma onda de ataques executados por jovens negros contra imigrantes mexicanos tem forçado uma exibição de força policial e pronta ação de políticos preocupados com um conflito racial no remoto distrito de Staten Island, na cidade de Nova York.

Apreensivos com o conflito racial em meio a um verão com altas temperaturas, autoridades municipais, advogados de imigrantes e o consulado mexicano anunciaram uma série de medidas destinadas a reduzir a violência, mesmo que discordem sobre a causa dos ataques e como detê-los.

A situação combinou dois dos problemas sociais mais espinhosos dos Estados Unidos: o caso dos jovens negros locais que não têm emprego e oportunidades e o mundo dos trabalhadores migrantes que fogem da pobreza ou da violência em seu país de origem em busca de empregos com baixos salários, os quais os norte-americanos, no geral, se recusam a aceitar.

A polícia investiga ao menos 10 incidentes de espancamentos ou assaltos desde abril associados a crimes de ódio e nos últimos dias tem feito operações ostensivas no bairro de Port Richmond, com patrulhas motorizadas, a pé e torres de observação.

Os especialistas afirmam que os incidentes são provavelmente subnotificados porque os imigrantes ilegais temem ser deportados e por isso relutam em relatar os crimes à polícia. Nas ruas, os imigrantes mexicanos contam histórias sobre como foram alvejados, sugerindo a ocorrência de mais de 10 casos.

O reforço policial começou na semana passada após um incidente em 23 de julho, quando vários jovens atacaram um mexicano de 31 anos, quebrando a mandíbula dele e cortando o seu couro cabeludo, ao roubarem sua mochila. Eles também gritavam xingamentos contra mexicanos. No último fim de semana, três homens espancaram um mexicano de 17 anos, roubando dez dólares.

Os espancamentos em geral são acompanhados por xingamentos contra hispânicos e alguns casos nada ou pouco dinheiro é levado.

"Não é nada além de ódio racial", disse Gerardo Garcia, de 29 anos, mexicano de Acapulco, um dos muitos imigrantes diaristas que se reúnem em diferentes pontos à espera de obter trabalhos por um dia.

"Tentamos fazer as coisas corretamente. Nós trabalhamos, vamos para casa. Não estamos procurando por brigas. Mas sempre somos confrontados por grupos de quatro ou cinco jovens negros que sempre querem brigar. Eles não estão em busca de dinheiro, eles querem apenas brigar."

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