UOL Notícias Notícias
 
05/08/2010 - 18h51

EUA pressionam Irã, mas Obama sinaliza abertura para diálogo

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos apontaram nesta quinta-feira o Irã como maior patrocinador global do terrorismo, ao mesmo tempo em que o presidente Barack Obama sinalizou estar aberto a conversar sobre o programa nuclear da República Islâmica.

Em sua publicação anual intitulada "Relatórios sobre Terrorismo por País", o Departamento de Estado disse que o Irã fornece apoio financeiro, material e logístico para grupos terroristas e militantes no Líbano, Iraque e territórios palestinos, e também para o Taliban no Afeganistão.

Suas ações teriam tido um "impacto direto sobre os esforços internacionais para promover a paz, ameaçaram a estabilidade econômica no golfo (Pérsico) e prejudicaram o crescimento da democracia."

Desde junho, os Estados Unidos, a União Europeia e a Organização das Nações Unidas (ONU) endureceram suas sanções contra o Irã por causa da sua recusa em participar de negociações envolvendo o seu programa nuclear, que Washington teme estar voltado para o desenvolvimento de armas atômicas, algo que Teerã nega.

O governo Obama acredita haver pequenos sinais de que as sanções estão começando a fazer efeito, disse uma fonte oficial de alto escalão à Reuters, admitindo no entanto que é difícil quantificar esses efeitos.

Em conversa com jornalistas na Casa Branca, Obama reafirmou sua disposição em negociar.

"É muito importante colocar diante dos iranianos um conjunto claro de medidas que iríamos considerar suficientes para mostrar que eles não estão buscando armas nucleares", disse ele a jornalistas na quarta-feira, segundo relato do jornal The Washington Post.

A Casa Branca se negou a oferecer a transcrição completa da conversa com os jornalistas.

A analista Suzanne Maloney, autora de "Iran's Long Reach: Iran as a Pivotal State in the Muslim World" (O Longo Alcance do Irã: o Irã como Estado Essencial no Mundo Muçulmano) disse que a declaração de Obama, num ambiente tão excepcional, pode ser um recado sutil ao Irã de que a oferta de diálogo é o outro lado da pressão exercida pelas sanções.

"Acho que é uma preocupação correta a de que pode haver um revés imprevisto por parte do lado iraniano em caso de muita pressão", disse ela.

(Reportagem de Ross Colvin)

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host