UOL Notícias Notícias
 
05/08/2010 - 19h25

Referendo no Quênia aprova nova Constituição

Por James Macharia e George Obulutsa

NAIRÓBI (Reuters) - Os quenianos aprovaram sua nova Constituição em um referendo pacífico, que pode remodelar a paisagem política da maior economia da África Oriental, segundo resultados oficiais divulgados nesta quinta-feira.

Um aumento do controle sobre os poderes presidenciais está entre as mudanças votadas no referendo da quarta-feira, que aconteceu dois anos após alegações de fraude na eleição presidencial que despertaram protestos com 1.300 mortos.

O novo marco legal aborda a corrupção, o clientelismo político, a ocupação de terras e o tribalismo, que assolam o Quênia desde sua independência da Grã-Bretanha, em 1963.

A aprovação do referendo pode ajudar o primeiro-ministro Raila Odinga em sua campanha presidencial para a votação de 2012, de acordo com analistas. O presidente Mwai Kibaki não poderá concorrer à reeleição, uma vez que já está em seu segundo mandato.

Os resultados finais da votação mostraram uma aprovação de 67 por cento à nova Constituição, ante 30 por cento de votos "Não", de acordo com a autoridade eleitoral do Quênia.

Para ser adotada, a nova lei precisava de 50 por cento mais um voto entre os eleitores de todo o país, e ao menos 25 por cento dos votos em cinco das oito províncias do Quênia.

O presidente norte-americano Barack Obama, primeiro presidente negro dos EUA cujo pai era queniano, descreveu o referendo como "um passo magnífico para a democracia do Quênia", em um comunicado divulgado pela Casa Branca.

A campanha do "Sim" já comemorava a vitória antes mesmo do fim da apuração com um mar de manifestantes tocando vuvulezas, cantando e dançando.

Após anos de eleições turbulentas, a nova Constituição é vista como um passo importante para evitar que se repita a violência tribal ocorrida após o pleito do começo de 2008, que empurrou este país de 40 milhões de habitantes para a beira da anarquia.

As mudanças vão permitir um maior equilíbrio dos poderes presidenciais, mais atribuições às administrações de base e um aumento das liberdades civis.

O Quênia tem a quarta maior economia da África Subsaariana, atrás de África do Sul, Nigéria e Angola.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host