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09/08/2010 - 09h43

Presidentes da Colômbia e Venezuela se reúnem na 3a

Por Patrick Markey e Andrew Cawthorne

CARACAS (Reuters) - O novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, vai reunir-se na terça-feira com seu colega venezuelano, Hugo Chávez, para tentar restabelecer as relações diplomáticas, rompidas por Caracas após acusações de que o governo socialista de Chávez estaria dando refúgio a guerrilheiros colombianos.

"Hoje vou dormir feliz", disse Chávez após o anúncio da reunião, decidida entre os chanceleres dos dois países em Bogotá.

Embora ideologicamente opostos, Chávez e Santos querem a retomada das relações diplomáticas e comerciais, que alcançam 7 bilhões de dólares por ano.

"Espero que dessa reunião possamos tirar conclusões que nos levem a normalizar as relações entre os dois países" disse Santos, que tomou posse no sábado, substituindo seu aliado, o também conservador Álvaro Uribe.

No mês passado, Uribe fez publicamente as acusações que levaram Chávez a romper relações, no último capítulo dos oito anos de atritos entre os dois governantes. Apesar da retórica agressiva, não houve temores sérios de um conflito militar, e os mercados não foram afetados pelo conflito.

Mas o tema imediato da disputa - se a Venezuela abriga ou não guerrilheiros - continuou sem ser resolvido.

Chávez advertiu que o esforço de reconciliação é frágil. "Que fique claro: se a Venezuela for respeitada, poderemos realizar coisas primorosas. Se a Venezuela continuar sendo desrespeitada, então nada de novo e bom seria possível", escreveu Chávez em sua coluna semanal.

Buscando demonstrar suas intenções pacíficas e desmentir as acusações de Uribe, Chávez conclamou as guerrilhas a depor armas e buscar uma solução negociada, após décadas de conflito na Colômbia.

"A guerrilha deveria se empenhar pela paz. Que libertem todos os sequestrados", disse ele no seu programa "Alô, Presidente". "Não têm futuro pela via das armas", disse Chávez, reiterando propostas anteriores.

"Além disso, (a guerrilha) virou um pretexto do império (os EUA) para intervir na Colômbia e ameaçar a Venezuela a partir de lá", afirmou, referindo-se à presença militar norte-americana no país vizinho, que já motivou crises bilaterais anteriores.

(Reportagem adicional de Luís Acosta, em Bogotá)

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