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10/08/2010 - 11h41

Israel tem toda a culpa por mortes em frota no mar, diz Turquia

ISTAMBUL (Reuters) - Israel deveria admitir sua total responsabilidade pela morte de nove ativistas durante um confronto naval em maio na costa da Faixa de Gaza, disse nesta terça-feira o chanceler turco, Ahmet Davutoglu.

Uma comissão de inquérito da ONU sobre o incidente deve se reunir pela primeira vez ainda na terça-feira. A morte dos ativistas, que tentavam furar o bloqueio israelense e levar mantimentos aos palestinos de Gaza, quase levou ao rompimento das relações entre Turquia e Israel, antes aliados próximos.

"Ninguém mais pode levar a culpa pela morte de civis em águas internacionais", disse Davutoglu a jornalistas. "Israel matou civis, e deveria assumir a responsabilidade por fazê-lo."

O ministro turco parecia estar respondendo a declarações feitas na segunda-feira pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no inquérito realizado pelo próprio governo israelense.

Netanyahu disse que a Turquia ignorou repetidos alertas e apelos "no mais alto nível" para interromper a viagem das embarcações, organizada por uma entidade beneficente islâmica com sede na Turquia.

"A Turquia não tem responsabilidade no ataque à flotilha do (navio) Mavi Marmara," disse Davutoglu.

Na terça-feira, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, disse à comissão israelense que seu país esgotou todas as opções antes de invadir o Mavi Marmara.

Depois do incidente, a Turquia retirou seu embaixador de Tel Aviv e cancelou exercícios militares conjuntos. O governo turco exige que Israel peça desculpas e indenize parentes das vítimas.

Israel diz que seus militares alvejaram os ativistas em legítima defesa, pois foram agredidos ao descerem de helicóptero no convés no navio.

A Turquia já foi o principal aliado islâmico de Israel, mas as relações vinham se deteriorando desde dezembro de 2008, quando o primeiro-ministro Tayyip Erdogan condenou uma ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.

Israel diz que o embargo à Faixa de Gaza é necessário para evitar que o grupo islâmico Hamas obtenha armas ilegalmente. Após a reação internacional contra o incidente naval, Israel atenuou o embargo.

(Reportagem de Tulay Karadeniz)

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