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10/08/2010 - 19h45

Mantega vê PIB potencial do Brasil entre 5,0% e 6,0%

BRASÍLIA (Reuters) - A economia brasileira tem condições de crescer entre 5,0 e 6,0 por cento sem gerar pressões inflacionárias, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estimando que o país deve ter expansão média de 5,7 por cento nos próximos anos e que a trajetória do juro é cadente.

Para este ano, a previsão de crescimento foi mantida em 6,5 por cento, capitaneado pelo mercado interno. Nesse cenário, o Produto Interno Bruto (PIB) teria subido 0,53 por cento no segundo trimestre em relação ao período imediatamente anterior, com ajuste sazonal. No terceiro trimestre, a expansão seria de 0,66 por cento e nos últimos três meses do ano, de 0,78 por cento.

"O crescimento da renda e do emprego em 2010 será responsável pelo aumento no consumo das famílias. O elevado nível de investimentos públicos e privados possibilitará nível de demanda acima de 9 por cento neste ano", apontou o ministério no relatório bimestral "Economia Brasileira em Perspectiva", divulgado nesta terça-feira.

Mantega rebateu comentários de que a divulgação do documento seguida de entrevista a jornalistas tivesse viés eleitoreiro. "Não há contaminação da economia pela política, eu não vou deixar de divulgar os dados só porque é ano eleitoral", disse.

Ele reafirmou que o câmbio reduziu as oscilações a partir do final de 2009, quando o governo passou a cobrar IOF sobre as aplicações de estrangeiros em ações e renda fixa. "Está menos volátil e acredito que continue assim."

JUROS EM QUEDA; BALANÇA EM AJUSTE

Mantega afirmou ainda que os juros devem continuar caindo no país, depois de destacar a redução dos gastos do governo com essa rubrica nos últimos anos.

Segundo ele, a balança comercial brasileira também está se ajustando, após uma significativa queda no saldo por conta de demanda externa desaquecida e aumento das importações com a recuperação doméstica.

"Estamos vendo que essas curvas estão convergindo... A gente está diminuindo o ritmo de importações, e as exportações, que estavam crescendo pouco, já estão reagindo."

Mantega defendeu a política fiscal implementada no país, mas disse não saber o motivo de a estimativa de déficit nominal zero estar agora em 2014. A previsão anterior era 2012.

O ministro também voltou a apoiar a capitalização feita no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como forma de destravar os investimentos no país.

"O custo é bem menor do que o que ganhamos com a retomada do crescimento econômico... Tudo o que você gasta com esse subsídio, você tem de volta (com dividendos e arrecadação)", argumentou. "Eu não sei por que uma meia dúzia (de críticos) faz barulho... Não sei se é dor de cotovelo."

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