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10/08/2010 - 16h49

Ônibus de NY terão anúncios contra mesquita com imagem do 11/09

Por Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - As autoridades de trânsito de Nova York autorizaram a colocação de anúncios nos ônibus da cidade contra a construção de uma mesquita, em que há a imagem de uma avião prestes a bater no World Trade Center em chamas.

A propaganda, que pergunta "Por que lá?" é a última tentativa de grupos que querem impedir a construção do Centro Comunitário Islâmico Casa de Córdoba a duas quadras do local dos ataques de 11 de setembro de 2001, realizados pelo grupo militante muçulmano Al Qaeda.

Os anúncios vão aparecer nos ônibus de Nova York já na semana que vem, agora que a Autoridade de Transporte Metropolitano (MTA, na sigla em inglês) os aprovou na segunda-feira, disse um porta-voz da entidade.

O projeto do centro islâmico causou a indignação de alguns nova-iorquinos, que veem a proposta como uma ofensa às cerca de 2.750 pessoas que morreram quando sequestradores suicidas lançaram aviões contra as torres gêmeas do WTC.

A controvérsia aumentou na segunda-feira, quando o Departamento de Estado dos EUA confirmou que está pagando ao imã encarregado do projeto, Feisal Abdul Rauf, para viajar pelo Oriente Médio, como parte de um programa educacional e cultural apoiado pelo país, e o qualificou como "clérigo ilustre".

Cinquenta e cinco por cento dos nova-iorquinos se opõem à construção do centro comunitário islâmico e espaço de orações perto do local do ataque, conhecido como "Ground Zero", e 34 por cento apóiam a obra, segundo uma sondagem do instituto Marist, divulgada nesta terça-feira.

A mesma pesquisa mostrou que o prefeito Michael Bloomberg, que apóia abertamente o projeto da mesquita, teve pela primeira vez em cinco anos índice de aprovação abaixo de 50 por cento, embora isso não tenha sido causado necessariamente pela questão do centro comunitário.

"O caso da mesquita não lhe está trazendo nada de bom, mas aqueles que mais se opõem são republicanos e esse é um grupo que não retirou apoio do prefeito", disse Lee Miringoff, diretor do Marist College Institute for Public Opinion.

Os opositores da mesquita perderam sua batalha mais importante na semana passada porque a comissão encarregada da preservação dos marcos turísticos da cidade se recusou a conceder proteção por razões históricas a um prédio existente no local. A comissão permitiu que ele seja demolido, o que permitirá que o edifício do complexo cultural muçulmano, de 13 andares, seja erguido no local.

A Iniciativa Americana pela Defesa da Liberdade comprou espaço publicitário em 26 ônibus por um mês ao custo de 8 mil dólares, disse um porta-voz da autoridade de trânsito.

Na sexta-feira, o grupo entrou com uma ação numa corte federal alegando que as autoridades haviam violado seu direito de livre expressão ao lhes negar a colocação dos anúncios e, depois, por remover as chamas do material publicitário. A MTA concordou então em permitir a inserção da propaganda original.

(Reportagem de Daniel Trotta)

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