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11/08/2010 - 11h40

Chinesas são condenadas à morte por envolvimento em prostituição

PEQUIM (Reuters) - A Justiça chinesa condenou à morte nesta quarta-feira duas mulheres que comandavam uma rede de prostituição, reforçando a repressão a máfias da cidade de Chongqing.

Wang Ziqi e Tao Minggu foram condenadas por formação de quadrilha, submissão de mulheres à prostituição, suborno de autoridades e vários outros crimes, segundo a agência estatal de notícias Xinhua.

Outros 24 supostos cúmplices receberam sentenças de dois anos de prisão até pena de morte suspensa -- que provavelmente será comutada em prisão perpétua.

Bo Xilai, dirigente comunista de Chongqing, ganhou fama nacional por liderar a repressão ao crime organizado nesta cidade do centro da China, que tenta se tornar um polo econômico regional.

Num país onde pouca gente se opõe ao uso disseminado da pena de morte, Wang e Tao não devem receber muita solidariedade.

O tribunal entendeu que Wang fundou vários bordéis na cidade a partir de 1994, e que de 1998 a 2009 sua quadrilha arrecadou ilegalmente 100 milhões de yuans (14,8 milhões de dólares).

Nos últimos meses, tribunais locais já condenaram dezenas de pessoas à morte ou a longas penas de prisão por envolvimento com o crime organizado, e no mês passado um ex-juiz da cidade foi executado após ser condenado por corrupção, estupro e outros crimes.

Alguns observadores dizem que Bo, filho de um líder revolucionário comunista, está tentando se projetar como um novo líder nacional.

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