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11/08/2010 - 17h42

Trabalhadores imigrantes se dão melhor do que americanos em NY

Por Zachary Goelman

NOVA YORK (Reuters) - Os imigrantes têm maior participação na força de trabalho em Nova York e menor desemprego que os norte-americanos natos, dado que contraria a tendência nacional e reflete um otimismo em relação à recuperação econômica.

A recessão na cidade de Nova York não foi tão grave quanto no resto dos EUA, e, proporcionalmente, a cidade perdeu menos postos de trabalho do que o país inteiro.

Um relatório do Instituto de Política Fiscal, entidade internacional, mostra que, nos primeiros cinco meses de 2010, o desemprego para os imigrantes em Nova York era de 8,8 por cento, enquanto para os nativos era de 10,9 por cento. A média municipal foi de 9,9 por cento.

"Quando os empregadores veem luz no começo da recuperação, quando eles começam a contratar outra vez, o primeiro tipo de trabalhador que eles buscam será o dispensável", disse Demetrios Papademetriou, presidente do Centro de Política Migratória, em Washington.

"Nova York sempre precisou dos imigrantes, e de novos imigrantes, para impulsionar sua economia", acrescentou.

O índice de norte-americanos natos que participam do mercado de trabalho novaiorquino caiu de 59,2 por cento, em 2008, para 57,1 por cento em 2010. Entre os imigrantes, a parcela dos que participam do mercado subiu de 60 para 64,1 por cento nesse mesmo período. O termo participação inclui pessoas empregadas e ativamente buscando emprego.

"A participação da força de trabalho imigrante em Nova York sobe durante a recessão, amparando a ideia de que, conforme a economia piora, os imigrantes estão cada vez mais procurando trabalho para cobrirem suas necessidades", explicou David Dyssegaard Kallick, pesquisador do Instituto de Política Fiscal e autor do relatório que contabilizou dados de cinco meses do Departamento de Estatísticas do Trabalho e Departamento do Censo.

Especialistas dizem que os imigrantes têm maior tendência a se deslocarem em busca de trabalho e, por não terem acesso ao seguro-desemprego, aceitam rapidamente trabalhos indesejáveis ou temporários.

"Vemos pessoas vindo de cidades em Michigan, de Wisconsin, da Carolina do Norte", disse o instalador de divisórias Cirilo Gonzalez, de 50 anos.

Oscar Hernandez, de 39 anos, emigrou de Morelos (centro do México) para os Estados Unidos há 12 anos. Ele contou que as condições de trabalho em Nova York empurram alguns trabalhadores imigrantes para Nova Jersey e Filadélfia.

"Sete dólares por hora é ruim, mas é melhor que nada", disse Hernández. "Minha família está esperando comida."

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