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16/08/2010 - 08h39

Crédito forte faz BB ter lucro de R$2,7 bi no 2o tri

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Uma nova rodada de forte expansão dos financiamentos e queda da inadimplência fizeram o Banco do Brasil reportar lucro acima das expectativas do mercado no segundo trimestre.

O banco estatal informou nesta segunda-feira que teve de abril a junho lucro líquido de 2,7 bilhões de reais, um aumento de 16,1 por cento em relação a igual intervalo de 2009.

Em termos recorrentes, o lucro do banco estatal no período ficou em 2,3 bilhões de reais, um avanço de 34,8 por cento na comparação anual e acima da previsão média de quatro analistas consultados pela Reuters, que apontava para cerca de 2 bilhões de reais.

"Esses resultados estão em linha com a nova realidade econômica que o Brasil está vivendo", disse o presidente-executivo do BB, Aldemir Bendine, a jornalistas, referindo-se à estratégia do banco de ampliar a oferta de financiamentos para setores ligados a consumo, carro-chefe da retomada econômica do país desde o ano passado.

Alavancada mais uma vez pelos empréstimos para pessoas física, a carteira de crédito do BB atingiu 326,5 bilhões de reais no final de junho, uma expansão de 29,3 por cento em 12 meses. Incluindo garantias e títulos mobiliários privados, a carteira foi de 349,8 bilhões de reais, o que significa um crescimento anual de 41,1 por cento.

Com isso, a fatia de mercado do BB no sistema chegou a 20,1 por cento. No final de 2008, sua participação era de cerca de 17,5 por cento.

"Passada a crise, a concorrência voltou, mas esperamos conseguir manter esse nível de market share até dezembro", disse Bendine.

Ao mesmo tempo em que o crédito aumentou, o nível de inadimplência da carteira do banco, medida pelo saldo de operações vencidas com prazo superior a 90 dias, ficou em 2,7 por cento no trimestre, ante 3,3 por cento em igual período de 2009.

"Estamos quase no mesmo patamar de antes da crise", disse em entrevista coletiva o diretor financeiro de Relações com Investidores do BB, Ivan Monteiro, ao revisar a expectativa do índice neste ano, da faixa de 4,4 a 4,8 por cento para a de 4 a 4,4 por cento.

As despesas do banco com provisões para perdas entre abril e junho somaram 2,5 bilhões de reais, montante 34,7 por cento menor ante igual intervalo do ano passado, o que também contribuiu para o lucro.

No segundo trimestre, a rentabilidade sobre patrimônio líquido do BB, que semana passada anunciou uma parceria com o Bradesco e o português Banco Espírito Santo (BES) para operar em conjunto no continente africano, ficou em 31,5 por cento, contra 33,2 por cento no mesmo período de 2009.

O BB manteve a liderança no ranking do sistema no Brasil, fechando junho com 598,8 bilhões de reais em ativos, um avanço anual de 26,2 por cento.

O banco concluiu há cerca de um mês uma oferta pública primária e secundária de ações, num total de quase 10 bilhões de reais. Assim, seu índice Basileia subiu de 12,8 para 14,3 por cento na passagem de junho para julho.

EXPANSÃO

Bendine anunciou ainda o início de um programa de inauguração de mini-agências em municípios brasileiros onde o banco ainda não tem presença física. Até dezembro de 2011, serão criadas cerca de 500 unidades, primeira parte de um projeto de ter 2,2 mil unidades desse tipo em 4 anos.

"Essas agências complementares vão fazer um trabalho conjugado com os correspondentes bancários", disse.

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