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17/08/2010 - 23h11

Comissão aprova projetos de US$ 1,6 bi para recuperação do Haiti

Por Joseph Guyler Delva

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - Uma comissão especial anunciou nesta terça-feira mais de 1,6 bilhão de dólares em projetos para reconstruir o Haiti, devastado por um forte terremoto, incluindo um plano de 200 milhões de dólares para criar 50 mil novos postos de trabalho na agricultura.

Os projetos, que também incluem programas para ajudar a reconstruir os setores de saúde e educação do país, foram anunciados durante uma reunião da Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti (CIRH) em Porto Príncipe, disseram autoridades.

A comissão é copresidida pelo ex-presidente norte-americanos Bill Clinton, que é o atual enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Haiti, e pelo primeiro-ministro do país caribenho, Jean-Max Bellerive.

É esse grupo que determina quais projetos de reconstrução devem receber o apoio do fundo multibilionário prometido por doadores internacionais.

Depois do terremoto de 12 de janeiro que matou até 300 mil pessoas, governos estrangeiros, entidades internacionais e organizações não governamentais do mundo todo prometeram em março 9,9 bilhões de dólares para a reconstrução do Haiti.

Para os 29 projetos apresentados nesta terça-feira, que totalizam mais de 1,6 bilhão de dólares, quase 1 bilhão de dólares em financiamento já foi disponibilizado, disseram autoridades da comissão.

"O governo do Haiti não vai descansar até que tenhamos resolvido o problema das pessoas desalojadas pelo terremoto e construído a infraestrutura necessária para criar empregos, fornecer educação adequada e começar a construir um novo futuro para todos os haitianos", afirmou Bellerive.

Dois desses projetos, no valor de 261 milhões de dólares, referem-se a iniciativas do governo brasileiro, como a cooperação na área da saúde e a construção de uma barragem, informou o Itamaraty em nota.

Com o pico da temporada de furacões se aproximando, a comunidade internacional tem sido criticada por não ter se movimentado rápido o suficiente para colocar milhares de desalojados em locais mais seguros ou em abrigos permanentes.

Mas a ONU e outros líderes da operação de ajuda têm defendido seu trabalho desde o terremoto, alegando que conseguiram entregar produtos alimentares, de saúde e assistência a um grande número de vítimas, apesar do enorme desafio de operar na devastada capital do país mais pobre das Américas.

Nos objetivos específicos definidos pelo governo do Haiti nesta terça-feira para serem atingidos até novembro estão as áreas prioritárias de habitação, educação, remoção de detritos, preparação para desastres, saúde e agricultura.

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