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18/08/2010 - 12h50

China alerta que relatório militar dos EUA ameaça relações

PEQUIM (Reuters) - O Governo da China criticou nesta quarta-feira um relatório dos EUA sobre as capacidades militares chinesas, dizendo tratar-se de um ataque tendencioso que "ignora dados objetivos" e ameaça prejudicar as já abaladas relações militares entre os dois países.

O Pentágono disse na segunda-feira que Pequim vem ampliando sua vantagem militar sobre Taiwan através de medidas como o incremento da letalidade de seus mísseis balísticos de curto alcance, ao mesmo tempo criando o risco de "desentendimentos e erros de cálculo."

O porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Geng Yansheng, disse que o relatório do Pentágono confere um tom injustificadamente sinistro a um incremento normal de potência militar e exagera "as chamadas 'ameaças militares'" da China em relação a Taiwan, a ilha autônoma que a China considera parte de seu território.

"A publicação desse relatório pelos EUA não é benéfica para a melhora e o desenvolvimento dos laços militares sino-americanos", disse Geng a um repórter do site na Internet do Ministério da Defesa (www.mod.gov.cn).

"O desenvolvimento militar da China é razoável e apropriado, tendo por objetivo a defesa da soberania e segurança nacional e da integridade territorial, além de manter-se a par da tendência mundial de transformação e desenvolvimento militares acelerados."

O relatório anual apresentado ao Congresso pelo Departamento de Defesa dos EUA chegou em um momento difícil, depois de um enfrentamento em torno do Mar do Sul da China ter agravado os laços militares entre EUA e China, já tensos.

Desentendimentos em torno de questões que vão desde a liberdade na Internet até o Dalai Lama tensionaram as relações sino-americanas no início do ano, e um contrato de venda de armas ao Taiwan no valor de 6,4 bilhões de dólares foi um fator de irritação especial. Pequim vê Taiwan como província chinesa renegada, a ser reunificada com a China pela força, se for preciso.

Desde então, as relações militares entre EUA e China têm estado geladas, e as tensões foram agravadas ainda mais pelos recentes exercícios navais conjuntos EUA-Coreia do Sul em águas ao largo da costa da China.

O chefe do Comando Militar Pacífico dos EUA disse em Manila na quarta-feira que a assertividade chinesa no Mar do Sul da China vem suscitando preocupações na região e que os EUA vão trabalhar no sentido de garantir a segurança e proteger rotas comerciais importantes.

(Reportagem de Emma Graham-Harrison)

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