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18/08/2010 - 22h32

Cooperação militar Colômbia-EUA não será afetada, diz Santos

Por Luis Jaime Acosta

BOGOTÁ (Reuters) - A ajuda dos Estados Unidos à Colômbia no combate ao narcotráfico e ao terrorismo não será afetada pela decisão de um tribunal que suspendeu a vigência de um acordo militar assinado entre os dois países, disse nesta quarta-feira o presidente Juan Manuel Santos.

A Corte Constitucional da Colômbia suspendeu na terça-feira a vigência de um acordo militar com os Estados Unidos e o devolveu ao presidente para que tramite sua aprovação no Congresso.

Bogotá e Washington assinaram ao final de outubro de 2009 um polêmico acordo que permitia por 10 anos o acesso de militares norte-americanos a sete bases colombianas para realizar operações contra o narcotráfico e o terrorismo, fato que enfureceu vários governos de esquerda da região.

"Aqui há uma tranquilidade no sentido de que a ajuda que temos recebido vai continuar como nos últimos anos", disse Santos a jornalistas.

"O importante é que a cooperação vai continuar. A luta contra o narcotráfico, a luta contra o terrorismo não tem trégua. E essa decisão da Corte em nada afeta o que temos recebido dos Estados Unidos", explicou.

Os Estados Unidos, principal aliado da Colômbia na luta contra o narcotráfico e os grupos armados ilegais vinculados a essa atividade ilícita, enviaram mais de 6 bilhões de dólares a Bogotá desde 2000.

Para a Corte, o tratado não pode entrar em vigência sem sua aprovação no Congresso.

AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO

Santos, que assumiu a Presidência em 7 de agosto no lugar de Alvaro Uribe, anunciou que seu governo estudará se vale a pena ou não submeter o texto ao Congresso como um tratado.

"Vamos avaliar o passo seguinte. De repente podemos entrar em acordo sobre algumas normas, inclusive mais ambiciosas com os Estados Unidos, o que poderia merecer a apresentação do tratado ao Congresso", disse o mandatário de 59 anos.

Santos tem um amplo e sólido apoio no Congresso, onde poderia conseguir a aprovação do acordo bilateral que, contudo, deverá ser enviado a uma revisão judicial por parte da Corte Constitucional.

O governo de Uribe considerou, na época, que não se tratava de um acordo internacional, mas de uma parceria com obrigações contidas em tratados bilaterais prévios, o que o fez ignorar a recomendação de tramitá-lo no Congresso.

A assinatura do acordo, que perdeu a vigência, foi o estopim para que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ordenasse o congelamento do comércio com a Colômbia em 2009, ao considerar que a presença de militares norte-americanos no país representava uma ameaça à soberania venezuelana.

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