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18/08/2010 - 11h49

Japão analisa dano a navio-tanque no estreito de Ormuz

Por Kiyoshi Takenaka

TÓQUIO (Reuters) - A análise de um navio-tanque japonês danificado por uma misteriosa explosão perto do estreito de Ormuz apontou uma substância semelhante a fuligem num grande rombo no casco, informou na quarta-feira o Ministério dos Transportes em Tóquio.

Não está claro ainda o que causou o aparecimento dessa substância escura, que se espalhava num padrão radial.

Uma análise do radar do navio-tanque mostrou que seis navios estavam nos arredores logo antes da explosão, mas não há provas vinculando essas embarcações ao incidente, segundo o ministério. No entanto, a emissora pública NHK disse na terça-feira que o radar do navio detectou uma pequena embarcação fazendo manobras suspeitas na hora da explosão.

O estreito de Ormuz, entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, é o único acesso ao Golfo Pérsico. Por ali passa cerca de 40 por cento do transporte marítimo de petróleo no mundo.

"Mais de 80 por cento dos navios petroleiros que vêm ao Japão passam por aquela área. Um incidente desses é uma grave preocupação para nós", disse o ministro dos Transportes, Seiji Maehara, durante a sessão de abertura, na quarta-feira, de uma comissão criada para investigar o caso.

A explosão, na madrugada de 28 de julho, feriu um marinheiro, mas não causou derramamento de óleo nem interrupção da atividade marítima. O grupo militante Brigadas de Abdullah Azzam, ligado à Al Qaeda, reivindicou a explosão, atribuindo-a a um atentado suicida. Alguns analistas reagiram com ceticismo à declaração, embora uma agência de notícias dos Emirados Árabes tenha informado que investigadores localizaram traços de explosivos no navio-tanque.

Fontes navais dizem que o navio-tanque M. Star, com 333 metros de comprimento, transportava mais de 2 milhões de barris de petróleo (318 milhões de litros), cerca de metade do consumo do Japão em um dia.

A embarcação conseguiu seguir viagem para o Japão após ser examinada num porto próximo.

O rombo no casco tinha 22 metros de altura, dos quais 16 abaixo da linha d'água, segundo o Ministério. O buraco tinha 23 metros de largura e 1 metro de profundidade.

Hiroaki Sakashita, diretor da divisão de segurança e política ambiental do Ministério dos Transportes, cogitou a hipótese de que a fuligem encontrada seja resultante do funcionamento de motores do navio.

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