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18/08/2010 - 16h50

Muçulmanos de Nova York querem nova mesquita em Manhattan

Por Daniel Trotta

NOVA YORK (Reuters) - Os muçulmanos de Lower Manhattan, que em geral rezam em porões lotados ou nas ruas, afirmaram que não estão em busca de confronto com os opositores de uma mesquita nova. Eles apenas precisam do espaço.

Alguns nova-iorquinos traumatizados pelos ataques de 11 de setembro de 2001 têm se oposto fervorosamente à proposta de construção de um centro comunitário muçulmano e de uma mesquita a duas quadras do local do World Trade Center.

Políticos republicanos que buscam tirar o controle do Congresso dos democratas nas eleições de novembro têm insistido no assunto.

A polêmica chegou até o presidente Barack Obama e alimentou o debate sobre o significado da liberdade religiosa em uma nação fundada em parte sobre esse princípio. Passeatas favoráveis e contra o projeto muçulmano deverão marcar o nono aniversário dos ataques neste ano.

No meio, estão os muçulmanos que trabalham no centro de Manhattan e que precisam de um local para as orações diárias.

"Você sabe quantos muçulmanos estão nesta área? Na sexta-feira, a rua costumava ficar lotada e tínhamos autorização da polícia para bloquear as ruas", disse o consultor de origem ganense Saad Madaha, de 32 anos, que reza na mesquita Masjid Manhattan, num porão apertado abaixo de uma casa noturna.

"Gostaria de ver uma mesquita que pareça mais com uma mesquita. Gostaria de ir e rezar e ter concentração plena em minhas orações e não ter música martelando na minha cabeça."

A Masjid Manhattan, uma das duas mesquitas da região, fica a quatro quadras do World Trade Center, mas passa despercebida. Uma porta com o letreiro modesto "MASJID" --mesquita em árabe-- aponta da calçada o espaço para rezar abaixo.

A proposta da Cordoba House, que obteve aprovação do governo local, também não prevê uma construção com a aparência de mesquita tradicional. A torre de 13 andares de vidro e aço teria linhas retas, ângulos de 90 graus e nenhuma lua crescente e estrela na fachada.

Projetada como uma típica instalação da Associação Cristã de Moços (YMCA), ela incluiria um auditório, piscina e salas de reunião, além do espaço para orações. Os organizadores afirmam que são contra o extremismo islâmico.

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