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19/08/2010 - 20h51

Com saída de tropas, EUA dobram terceirização no Iraque

Por Andrew Quinn

WASHINGTON (Reuters) - Com a redução na presença militar dos EUA no Iraque, o Departamento de Estado pretende dobrar o número de seguranças terceirizados na vigilância de atividades civis, disseram autoridades na quinta-feira.

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, P.J. Crowley, disse que o número de seguranças empregados pelo governo no Iraque deve chegar a cerca de 7 mil. Desde a invasão de 2003, os EUA recorrem à essa mão de obra, muitas vezes acusada de agir como se estivesse acima da lei.

Crowley disse que a redução de tropas para 50 mil até o final de agosto --em relação a um máximo de 176 mil no auge da guerra-- cria uma lacuna que será preenchida pela segurança terceirizada.

"Ainda temos nossas próprias necessidades de segurança para assegurar que nossos diplomatas e especialistas em desenvolvimento estejam bem protegidos," disse Crowley em entrevista coletiva.

"Temos planos muito específicos para aumentar nossa segurança... conforme os militares forem partindo. Isso será caro, não é uma proposta barata," afirmou ele, ressaltando que ainda assim a operação custará aos contribuintes menos do que a mobilização militar.

Os seguranças privados são alvo de ressentimentos no Iraque, especialmente depois que a Justiça dos EUA absolveu agentes da empresa Blackwater Worlwide acusados de matarem 14 civis em Bagdá em 2007.

A imunidade penal dos seguranças foi suspensa no ano passado, sob um acordo que devolveu soberania ao Iraque.

Também no Afeganistão há queixas contra as empresas de segurança, e nesta semana o governo de Cabul deu quatro meses para que elas sejam dissolvidas.

Uma fonte oficial dos EUA admitiu que os seguranças já causaram problemas no Iraque, mas disse que o governo Obama acredita que a "curta duração da exigência de segurança" minimizará o desgaste.

"Já tivemos questões trágicas envolvendo terceirizados no passado. Trabalhamos essa questão muito de perto com o governo iraquiano. Houve mudanças nos últimos anos para melhorar a supervisão e a responsabilidade dos terceirizados no Iraque," disse a fonte.

O Departamento de Estado atualmente concentra os esforços de desenvolvimento para o Iraque. O órgão pediu 2 a 3 bilhões de dólares por ano para atividades como instalação de consulados e treinamento de policiais.

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