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19/08/2010 - 18h06

Fechamento definitivo de poço da BP é adiado para setembro

Por Kristen Hays

HOUSTON (Reuters) - A BP só deve terminar de tampar em setembro o seu poço danificado no golfo do México, porque antes será preciso trocar uma peça crucial no fundo do mar, disse nesta quinta-feira a principal autoridade norte-americana envolvida no assunto.

O almirante reformado da Guarda Costeira Thad Allen disse a jornalistas que, conforme o novo cronograma definido em conjunto com a BP, a operação será realizada na semana posterior ao feriado norte-americano do Dia do Trabalho, que será na segunda-feira, 6 de setembro.

A previsão anterior era de que o conserto ocorresse em meados de agosto, mas questões de segurança e climáticas provocaram o atraso.

"Conforme chegamos ao final, estamos muito próximos de acabar com esse poço", disse Allen. "Acho que nenhum de nós deseja cometer um erro a esta altura."

Nesta quinta-feira, Allen autorizou a BP a preparar um plano destinado a recolher e substituir uma válvula danificada na boca do poço Macondo, 1.600 metros abaixo da superfície, para só depois retomar a perfuração de uma galeria auxiliar a partir da qual os técnicos irão jogar lama e cimento para "sufocar por baixo" o poço danificado.

A válvula a ser substituída teve um defeito em 20 de abril, causando uma explosão que matou 11 funcionários de uma plataforma marítima e deu origem ao pior vazamento marítimo de petróleo da história.

Estima-se que quase 600 milhões de litros de petróleo tenham jorrado no golfo do México, causando graves prejuízos econômicos e ambientais. A BP já conseguiu tampar provisoriamente o vazamento desde 15 de julho.

Allen disse que a válvula defeituosa é crucial nas investigações sobre o desastre. "Não queremos ter danos naquela válvula se pudermos evitar, porque vai ser a prova material de o que exatamente ocorreu durante o fato em si", afirmou Allen.

Enquanto isso, a BP continua fazendo testes de pressão no poço e no equipamento no fundo do mar, disse Allen.

Faltam cerca de 15 metros para a galeria auxiliar chegar ao poço danificado, 4.000 metros abaixo do leito marinho.

Havia um temor também de que a nova operação, gerando pressão dentro do poço danificado, poderia liberar no oceano cerca de 800 mil litros de óleo que ficaram retidos entre o duto do poço e a parede de rocha ao seu redor.

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