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19/08/2010 - 12h00

Governo dos EUA propõe novo plano para combate a doenças

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - O governo dos EUA propôs na quinta-feira grandes mudanças na sua colaboração com os laboratórios farmacêuticos para o combate a novas doenças, como gripes. Isso incluiria reformas na Administração de Alimentos e Drogas (FDA) e a criação de centros para a produção rápida de vacinas.

O relatório do Departamento de Saúde e Serviços Humanos estabelece também um plano para ajudar pesquisadores acadêmicos e empresas de biotecnologia a desenvolverem novas drogas e vacinas.

O teste sugere que o setor farmacêutico tenha regras mais claras sobre quais testes são necessários para a aprovação oficial a novos produtos -- algo que a indústria há tempos vem pedindo -- e diz que o FDA deve montar novas equipes para isso.

Os Departamentos de Saúde e Defesa deveriam criar "centros para a inovação no desenvolvimento avançado e na fabricação" dos medicamentos, afirma o relatório.

"Esses centros irão fornecer assistência à indústria e ao governo, promovendo tecnologias de ponta disponíveis e modulares para os processos industriais", afirma o relatório.

"Finalmente, em emergências da saúde pública, esses centros podem aumentar a capacidade industrial existente nos EUA contra doenças infecciosas emergentes ou ameaças desconhecidas, inclusive uma pandemia de gripe 'influenza'."

Especialistas nos laboratórios e no governo há anos estão de acordo que o sistema dos EUA para a produção de drogas e vacinas contra pandemias -- especialmente de gripe -- é lento e complicado.

Pelos atuais processos, a produção de uma vacina contra a gripe leva meses. Embora os laboratórios estejam empenhados em se modernizar, qualquer grande mudança levará anos.

No ano passado, por exemplo, quando os laboratórios foram capazes de produzir uma vacina contra a gripe pandêmica H1N1, a chamada "gripe suína" já estava se espalhando pelo mundo.

As empresas se queixam de que os regulamentos federais dos EUA são confusos e não ajudam muito. O relatório leva em conta várias dessas críticas.

"No momento em que o maior perigo que enfrentamos pode ser um vírus que nunca vimos antes (...), não temos a flexibilidade de nos adaptar", disse a secretária de Saúde dos EUA, Kathleen Sebelius, a jornalistas.

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