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23/08/2010 - 15h05

Hong Kong critica ação de resgate de reféns por polícia filipina

HONG KONG (Reuters) - O líder de Hong Kong, Donald Tsang, criticou a forma como as autoridades lidaram com um incidente com reféns na capital das Filipinas nesta segunda-feira, no qual sete turistas de Hong Kong morreram depois que policiais invadiram o ônibus em que foram mantidos por mais de dez horas.

Um homem armado com um fuzil M-16, identificado como o ex-capitão da polícia Rolando Mendoza, de 55 anos, fez 15 turistas reféns numa estrada no maior parque de Manila durante a manhã.

Outros dois reféns foram feridos com gravidade.

"É lamentável", disse Tsang, com os olhos marejados, durante uma entrevista coletiva. "A forma como foi conduzido, em especial o resultado, eu acho que é decepcionante", afirmou Tsang.

Outras pessoas em Hong Kong ficaram chocadas, algumas furiosas, depois do que parece ter sido uma operação de resgate ineficaz, acompanhado ao vivo pela televisão por milhares de pessoas.

Incidentes com reféns desse tipo são extremamente raros na ex-colônia britânica de Hong Kong, centro financeiro que voltou ao domínio chinês em 1997.

Pôde-se ver pela televisão os policiais quebrando as janelas do ônibus minutos depois de se ouvir uma série de disparos e o motorista sair correndo, em segurança.

Depois disso, os comandos tentaram durante meia hora dominar o ônibus. Enquanto faziam isso, eram ouvidos novos disparos, o que levavam os policiais a se abaixarem e procurarem abrigo. Após aproximadamente uma hora, o atirador foi morto e os reféns, libertados.

"Isso é uma tragédia e uma farsa", afirmou Kevin Chan, morador de Hong Kong. "Por que eles demoraram tanto para entrar no ônibus? Eles não são bem disciplinados nem treinados. Eles são loucos?"

Outro morador de Hong Kong, Sunny Ho, afirmou que as coisas poderiam ter sido resolvidas com negociações mais tranquilas e não com força bruta.

"É muito trágico, a polícia e o governo das Filipinas são totalmente incompetentes. O governo deveria ter concordado com a exigência do atirador e resgatado as pessoas primeiro!", disse Ho.

Um grupo de reféns que incluía três crianças havia sido libertado antes. "Espero que o governo filipino possa me dar um relato completo do que aconteceu," afirmou Tsang.

(Reportagem de James Pomfret)

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