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24/08/2010 - 15h24

Confiança do consumidor é a maior desde 2005--FGV

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 24 de agosto (Reuters) - A confiança do consumidor brasileiro aumentou 0,7 por cento em agosto sobre julho, para 120,8 pontos, atingindo o maior patamar da série histórica iniciada em 2005, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

"A confiança do consumidor em agosto está forte, e em um patamar equivalente ao que se mostrava no cenário pré-crise. É um bom momento", afirmou a coordenadora da pesquisa, Viviane Bittencourt.

"Isso está sendo muito influenciado pela boa situação econômica nos últimos meses", disse ela, ao citar a avaliação favorável das famílias sobre o cenário atual, o crescimento econômico e a abertura de vagas no mercado de trabalho.

O componente de situação atual avançou 0,6 por cento, para 135,7 pontos, marcando novo recorde. O de expectativas subiu 0,7 por cento, para 112,9 pontos, melhor leitura desde março de 2008.

O indicador sobre a satisfação com as finanças pessoais aumentou 1,3 por cento. O número de consumidores que avaliam a situação financeira atual da família como boa elevou-se para 25,8 por cento em agosto, contra 24,1 por cento em julho.

O cenário econômico favorável estimulou a intenção de compras de bens duráveis nos próximos 6 meses. Em agosto, esse foi um dos principais responsáveis pelo crescimento da confiança. "Ao que parece, o consumidor está saindo de uma zona de endividamento de renda e pensando em comprar mais no futuro. Ele está aproveitando o acesso ao crédito e as condições de financiamento favoráveis mesmo com o aumento dos juros", avaliou Viviane.

Os consumidores de maior renda estão mais otimistas do que as de baixa renda, segundo a FGV. Viviane destacou que os consumidores de menor renda se endividaram recentemente para aproveitar descontos e isenções dadas pelo governo como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns setores.

A sondagem acrescentou que em agosto, as previsões para inflação subiram ligeiramente de 6,1 para 6,2 por cento.

A pesquisa foi feita mais de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras entre 30 de julho e 19 de agosto.

(Reportagem de Vanessa Stelzer e Rodrigo Viga Gaier)

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