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31/08/2010 - 18h33

Dilma prevê manutenção da política para salário mínimo

BRASÍLIA (Reuters) - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira que vai manter a política de reajuste do salário mínimo instituída pelo governo Lula.

O governo entregou ao Congresso, nesta terça-feira, projeto de lei orçamentária para 2011, que traz os parâmetros de recursos para o primeiro ano do próximo mandato. Segundo o Ministério do Planejamento, o salário mínimo foi fixado em 538,15 reais.

"Sem sombra de dúvida", disse Dilma a jornalistas, quando questionada se manterá a política de reajuste, caso seja eleita.

O reajuste do mínimo é calculado somando-se o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes e a taxa de inflação do ano em curso, neste caso, a de 2010.

Dilma previu a necessidade de negociações com as centrais sindicais.

"Eu acho que eles deram uma proposta de referência. Agora nós vamos ter de sentar e fazer o mesmo processo que o governo Lula fez com as centrais. Caso eu seja eleita, eu farei isso. Ou seja, discutir com as centrais uma proposta de longo prazo", afirmou a candidata, lembrando que a perspectiva de crescimento da economia brasileira permite a manutenção da política de aumento real do mínimo.

Questionada, a candidata negou que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, integrante de sua campanha, teria defendido um ajuste fiscal num eventual governo de Dilma, como o feito sob sua gestão no Ministério da Fazenda, em 2003.

"Para mim, ele nunca defendeu ajuste de nenhuma espécie. Ele defende a mesma coisa que eu: controle de gasto. Estão querendo dizer que 2002 ainda continua e eu sinto informar que não existe 2002 mais, acabou", disse a candidata, referindo-se ao último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que motivou uma guinada de austeridade fiscal começo do mandato de Lula.

Como argumentos de que o país não necessita ajuste, enumerou inflação sob controle, altas reservas internacionais e trajetória decrescente da dívida pública.

Dilma também negou que tenha planos de reformular o sitema de Previdência, em meio a especulações de que a candidata estaria preparando uma reforma na área.

Para a ex-ministra, as tentativas de reforma previdenciária em outros países geraram o efeito contrário ao motivarem uma "corrida por aposentadorias" e consequente aumento do déficit previdenciário.

A candidata não descarta, no entanto, "ajustes marginais" por conta do processo de envelhecimento da população. Dilma afirmou que a questão da Previdência não é a mais grave, e sim a tributária.

"A questão mais importante para o nosso país é a gente fazer reforma tributária. Se a gente fizer a reforma tributária, nós estamos dando um passo no aumento da produtividade sistêmica do país."

Antes da entrevista, Dilma e Palocci se reuniram com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, com quem discutiu a questão da qualificação profissional.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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