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06/09/2010 - 20h57

Hermine ganha força e segue na direção da fronteira EUA-México

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - A tempestade tropical Hermine ganhou força na segunda-feira no golfo e se dirige para o litoral na direção da fronteira entre os Estados Unidos e o México, mas sem afetar as instalações petrolíferas da região.

Esta é a oitava tempestade tropical a receber um nome na atual temporada. Ela pode chegar a ser classificada como furacão antes de atingir o continente na noite de segunda-feira, segundo o Centro Nacional de Furacões (CNF) dos Estados Unidos.

Os meteorologistas alertaram que a tempestade pode trazer chuvas fortes e deixar a maré até 1,25 metro acima do normal, com risco de inundação a áreas litorâneas.

O trecho entre La Cruz (México) e Port O'Connor (Texas) está em estado de alerta contra tempestade. De Rio San Fernando (México) a Baffin Bay (Texas) há estado de atenção contra furacões.

Às 18h (hora de Brasília), o centro da tempestade estava 165 quilômetros a sul-sudeste de Brownsville, no Texas, avançando para norte-noroeste a 24 quilômetros por hora, com ventos regulares de até 95 quilômetros por hora.

O CNF disse que a tempestade pode provocar 100 a 200 milímetros de chuvas no nordeste do México e sul do Texas, chegando a 300 milímetros em pontos isolados.

Em Matamoros, no litoral mexicano, a população se preparava para inundações, agravadas devido aos constantes entupimentos de bueiros por causa do lixo acumulado.

"Toda vez que há um furacão ou tempestade temos problemas", disse René Polanco, de 48 anos, que trabalha num supermercado em Matamoros, cidade vizinha à texana Brownsville. "É por causa da má drenagem da cidade."

Pelo menos 30 bairros podem ser inundados, mas a população não está sendo retirada, segundo a Defesa Civil.

No meio do oceano Atlântico, os restos da tempestade Gaston continuam se deslocando para oeste, e há grande chance de que se torne um ciclone tropical nas próximas 48 horas. Os modelos climáticos indicam que o sistema pode passar perto de Porto Rico, República Dominicana e Haiti.

Os mercados energéticos acompanham atentamente as tempestades que se aproximam do golfo do México, porque essa região representa cerca de 30 por cento da produção de petróleo dos Estados Unidos, 11 por cento da produção de gás natural e 43 por cento da capacidade de refino do país.

A temporada de furacões vai de 1o de junho a 30 de novembro, e está atualmente na sua fase de pico.

(Reportagem de Cyntia Barrera Diaz, na Cidade do México; de Erwin Seba, em Houston; e de Pascal Fletcher, na Flórida)

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