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13/09/2010 - 11h46

Anistia critica EUA por transferência de presos no Iraque

Por Maria Golovnina

LONDRES (Reuters) - Os Estados Unidos deixaram vários prisioneiros iraquianos sob custódia do Iraque, apesar das evidências de que as forças de segurança do país têm abusado dos detidos, afirmou a Anistia Internacional nesta segunda-feira.

A entrega de prisioneiros ocorreu após um acordo bilateral de segurança entrar em vigor no ano passado, pondo fim ao direito de militares norte-americanos deterem iraquianos. O acordo foi concluído formalmente em julho, com a transferência do último centro de detenção dos EUA.

As forças de segurança do Iraque são responsáveis pela violação sistemática dos direitos dos detidos e a elas tem sido permitido fazer isso com impunidade", afirmou Malcolm Smart, diretor da Anistia no Oriente Médio e o Norte da África.

"Mesmo assim, as autoridades norte-americanas, cujo histórico sobre os direitos dos presos também é precário, agora entregaram milhares de pessoas detidas pelas forças dos EUA para enfrentar essa série de ilegalidades, violência e abusos, abdicando de qualquer responsabilidade sobre os direitos humanos deles."

Uma autoridade iraquiana contestou as afirmações da Anistia.

O relatório da Anistia registra milhares de detenções arbitrárias e espancamentos de presos para obter confissões forçadas. O sistema judiciário iraquiano se baseia na garantia das condenações por meio de confissões, e não de provas.

A organização estimou que 30 mil pessoas são mantidas presas sem julgamento no Iraque e 10 mil delas deixaram de estar sob custódia norte-americana no último ano e meio.

"Esse relatório não tem fundamento e é impreciso. Nós respeitamos a lei e observamos as normas dos direitos humanos", disse o vice-ministro da Justiça do Iraque, Busho Ibrahim.

"Convidamos qualquer um a visitar nossas prisões e ver como todos são tratados", disse Ibrahim à Reuters, acrescentando que todos os prisioneiros foram detidos com mandados judiciais.

A Anistia acredita que vários presos morreram, possivelmente em decorrência do que descreveu como tortura e outros tratamentos indevidos executados por interrogadores e guardas prisionais.

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