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15/09/2010 - 13h00

Equador pede ajuda para plano de proteção de região amazônica

Por Hugh Bronstein

YASUNI, Equador (Reuters) - O Equador está lançando uma iniciativa inovadora para proteger uma reserva florestal que contém não apenas uma diversidade enorme de fauna e flora, mas também 20 por cento do petróleo bruto do país.

Em troca de não extrair petróleo de uma área de 200 mil hectares do parque nacional Yasuni, o governo está pedindo que países ricos, fundações e indivíduos lhe doem 3,6 bilhões de dólares.

Isso é metade do que o presidente Rafael Correa diz que o país receberia com a extração de petróleo nessa parte da reserva, ponto de encontro da cordilheira dos Andes com a floresta amazônica.

É uma abordagem nova da conservação e as autoridades reconhecem que talvez não encontrem apoio suficiente para a iniciativa. Mas, se funcionar, o Equador diz que 407 milhões de toneladas de dióxido de carbono deixarão de entrar na atmosfera.

Representantes equatorianos estão percorrendo o mundo este mês -- incluindo viagens ao Japão, Alemanha e sede das Nações Unidas -- para reunir-se com possíveis contribuintes para o plano.

A reserva total de Yasuni cobre uma área de 982 mil hectares e abriga uma diversidade enorme de aves, macacos e outros animais, incluindo onças, tamanduás-bandeira e botos cor-de-rosa.

A iniciativa abrange os três campos de petróleo de Ishpingo, Tambococha e Tiputini, conhecidos coletivamente como o setor ITT.

O petróleo já é extraído em outras partes do parque, onde moradores são a favor da iniciativa do governo.

Muitos indígenas da região têm medo de tomar a água de rios situados nas proximidades de poços de petróleo.

Uma ação judicial pedindo indenização por danos ambientais no valor de 27 bilhões de dólares está sendo julgada numa província vizinha, cujos moradores afirmam que a gigante petrolífera americana Chevron poluiu a selva com suas práticas de extração.

O Equador vai entregar certificados aos contribuintes, prometendo devolver o dinheiro, sem juros, no caso de o país algum dia explorar o petróleo.

O país diz que a primeira onda de contribuições provavelmente virá de países como Alemanha e Espanha. O Chile deve contribuir com 100 mil dólares esta semana, tornando-se o primeiro doador oficial para a iniciativa.

A proposta é que o fundo seja administrado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, que está incentivando países ricos em petróleo a não extraí-lo em áreas ambientalmente sensíveis.

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