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20/10/2010 - 10h54

Arcebispo de Aparecida dom Damasceno é nomeado cardeal pelo papa

Philip Pullella
Na Cidade do Vaticano

O arcebispo de Aparecida (SP), dom Raymundo Damasceno Assis, foi nomeado cardeal nesta quarta-feira pelo papa Bento 16 ao lado de outros 23 indicados.

Dom Damasceno, de 73 anos e que também é presidente do Conselho Episcopal Latinoamericano, é um dos 20 novos cardeais com menos de 80 anos, que têm direito a voto numa eventual nova eleição papal.

Nascido em Capela Nova (MG), ele foi secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil entre 1995 e 2003, e desde março de 2004 é Arcebispo da Arquidiocese de Aparecida.

O novo cardeal, que está atualmente em Roma, vai voltar ao país em novembro e seguirá como arcebispo de Aparecida, de acordo com a arquidiocese local.

Além do brasileiro, os 20 novos "cardeais eleitores" vêm de Itália, Polônia, Egito, Estados Unidos, Alemanha, Zâmbia, Equador, República Democrática do Congo e Sri Lanka.

Onze dos novos eleitores são europeus, sendo oito italianos, dando ao Velho Continente a maioria em um eventual conclave para a eleição de um novo papa.

Bento 16, que é alemão, já nomeou cerca de 50 dos 120 eleitores que podem escolher seu sucessor, aumentando a possibilidade de que o próximo pontífice seja um conservador, como ele próprio. Mais de 60 dos eleitores são europeus.

Muitas das nomeações eram esperadas, incluindo as de dom Raymundo Damasceno Assis, do arcebispo de Washington, Donald Wuerl, e do arcebispo de Varsóvia, Kazimierz Nycz.

Várias das nomeações de Bento 16 foram feitas para chefiar departamentos do Vaticano. Entre elas, está a do arcebispo norte-americano Raymond Burke, que chefia um importante tribunal do Vaticano, e de Kurt Koch, o suíço que comanda o departamento do Vaticano responsável pelas relações com outras religiões cristãs e com o judaísmo.

Acredita-se que a maioria dos novos nomeados seja de conservadores, aumentando a possibilidade de que o próximo papa tenha visões parecidas com as de Bento 16 sobre importantes temas da igreja, como o controle de natalidade, o sacerdócio de mulheres e o casamento de padres, todas propostas que ele rejeita.

Cada vez que o papa nomeia novos cardeais -- o seu grupo de elite de assessores no Vaticano e no resto do mundo --, o pontífice dá a eles a chance de guiar o futuro da Igreja, escolhendo homens que o ajudarão a formular políticas e tomar importantes decisões.

O papa fez o anúncio no final de sua audiência geral semanal na Praça São Pedro. Foi apenas a terceira vez desde sua eleição que o papa nomeou novos cardeais.

Bento 16 disse que sua escolha reflete "a universalidade da Igreja". A cerimônia para empossá-los formalmente, conhecida como consistório, será realizada em 20 de novembro, disse o pontífice.

O número de cardeais eleitores é limitado a 120, mas não há limite para o total do Colégio de Cardeais, que chegará a 203 depois que os novos cardeais receberem seus chapéus vermelhos no próximo mês.

Enquanto papas anteriores aumentaram o número de cardeais eleitores nos países em desenvolvimento, Bento 16 nomeou muitos europeus desde a sua eleição. Isso aumenta a possibilidade de o próximo papa ser europeu. O segundo maior bloco de votos é da América Latina, que tem mais de 20 cardeais.

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