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Terremoto no Japão

Um dos maiores tremores da história desencadeia um tsunami, provoca mortes e deixa um rastro de destruição no Japão

  • Imagem: Reprodução
13/06/2011 - 10h29

Oito trabalhadores em Fukushima superaram nível de radiação

Kevin Krolicki
Da Reuters
Em Tóquio

Ao menos oito dos trabalhadores que estão tentando controlar a situação na usina nuclear danificada do Japão foram expostos a mais radiação do que o nível permitido sob os novos padrões de segurança, disseram autoridades do governo nesta segunda-feira.

Três dos seis reatores em Fukushima, no nordeste do país, sofreram derretimento de suas barras de combustível depois do terremoto e tsunami de 11 de março, que interromperam o fornecimento de energia à usina. Dezenas de milhares de pessoas foram retiradas da região próxima.

A operadora da usina Fukushima Daiichi, a Tokyo Electric Power, também conhecida como Tepco, havia informado anteriormente que dois trabalhadores foram expostos a uma radiação superior ao nível permitido.

A exposição dos outros seis trabalhadores foi descoberta depois que quase 2.400 trabalhadores foram submetidos a exames, disseram autoridades.

Trabalhadores estão lutando para estabilizar e desativar os reatores da usina que estão vazando desde que o massivo terremoto e tsunami de 11 de março que desencadearam o pior acidente nuclear desde Chernobyl, em 1986.

Preocupações com a segurança dos trabalhadores vêm crescendo enquanto a luta para conter a crise se arrasta, e a própria Tepco reconhece que será difícil atingir a meta de estabilizar os reatores até janeiro.

Muitos especialistas em radiação acreditam que o risco de câncer e outras doenças aumentam com o grau de exposição.

"Esse desdobramento é extremamente lamentável", disse Hide Nishimaya, porta-voz da agência reguladora de energia nuclear do Japão.

Segundo Nishimaya, a Agência de Segurança Nuclear e Industrial deu ordens à Tepco para que investigue a causa da exposição e tome as medidas para impedir que o desastre seja repetido.

Autoridades japonesas, desde o primeiro-ministro Naoto Kan às autoridades abaixo dele, tem sido amplamente criticados pela postura diante do desastre nuclear, que fez o Japão repensar completamente o futuro da energia nuclear no país vulnerável a terremotos.

O tsunami que invadiu a usina após o terremoto de magnitude 9 foi estimado em cerca de 14 metros, mais de duas vezes a altura do muro de proteção de Fukushima.

Só o terremoto e tsunami mataram cerca de 24 mil pessoas.

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