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Terremoto no Japão

Um dos maiores tremores da história desencadeia um tsunami, provoca mortes e deixa um rastro de destruição no Japão

  • Imagem: Reprodução
06/07/2011 - 14h26

Japão estuda aplicar testes de estresse para reatores nucleares

Por Osamu Tsukimori e Risa Maeda*
Em Tóquio

O governo do Japão estuda a possibilidade de aplicar testes de estresse aos reatores nucleares do país, para aliviar as preocupações com segurança que vêm obstruindo o reinício do funcionamento de reatores parados desde o terremoto e o tsunami de março.

O Japão enfrenta uma crise que se arrasta desde os problemas com a usina nuclear de Fukushima Daiichi, onde ocorreu o pior incidente nuclear dos últimos 25 anos no mundo após ser atingida pela catástrofe.

Tóquio teme que, sem o reinício de funcionamento dos reatores situados fora da região atingida pelo terremoto e que foram fechados para manutenção regular, o país pode enfrentar falta de energia quando a demanda chegar ao pico, no verão.

O secretário-chefe do gabinete governamental, Yukio Edano, disse nesta quarta-feira que pediu aos ministros do Comércio e da Segurança Nuclear que planejem novos testes.

"Dei instruções para que analisem maneiras de reforçar as garantias das usinas nucleares de modo geral, fazendo avaliações semelhantes aos testes de estresse que estão sendo conduzidos na Europa", disse Edano ao Parlamento.

Os testes podem determinar como cada reator nuclear resistiria a eventos graves como o terremoto de intensidade 9,0 e o tsunami de 15 metros que fustigaram a usina de Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power Company (Tepco), no nordeste do país em março.

Esses testes não exigiriam verificações adicionais de segurança, mas se baseariam em dados existentes, disse um funcionário do Ministério do Comércio encarregado das inspeções de reatores. Outros detalhes seriam decididos mais tarde, disse ele.

As autoridades locais vêm pedindo a adoção de novas diretrizes para assegurar que reatores em suas comunidades sejam mais seguros que os de Fukushima e outro complexo nuclear, este em Hamaoka, 200 quilômetros a sudoeste de Tóquio, fechado no início de maio pela Chubu Electric Power Company a pedido do primeiro-ministro, devido ao risco de um terremoto de grandes proporções na região.

Países da União Europeia concordaram em realizar testes de estresse nos 143 reatores nucleares da região e exortaram à realização desses testes em todo o mundo.

A iniciativa inesperada de Tóquio chegou justamente quando os reatores da usina de 36 anos de idade da Kyushu Electric Power Company na cidade de Genkai, na prefeitura de Saga, no sul do país, estavam prestes a tornar-se os primeiros a voltar a operar desde o desastre.

O governador de Saga, Yasushi Furukawa, assinalou que o reinício das operações será adiado para depois de meados de julho. "Qualquer decisão sobre Genkai deve esperar até que sejam concluídos os testes de estresse," disse ele em comunicado.

*Reportagem adicional de Stanley White e Tetsushi Kajimoto

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