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Terremoto no Japão

Um dos maiores tremores da história desencadeia um tsunami, provoca mortes e deixa um rastro de destruição no Japão

  • Imagem: Reprodução
16/07/2011 - 13h22

Falha desliga reator de usina nuclear do Japão

Kiyoshi Takenaka
Em Tóquio

Por A Kansai Electric Power Co. do Japão desligou um dos seus reatores no sábado devido a falhas técnicas, agravando ainda mais o fornecimento de energia que está pressionando os fabricantes.

O reator 1 do complexo Ohi da Kansai, que fica a 350 km ao oeste de Tóquio, foi fechado manualmente para testes, depois que a pressão em um tanque que continha água de ácido bórico caiu durante algum tempo na noite de sexta-feira, por motivos desconhecidos, disse um porta-voz da empresa.

A pressão já voltou ao seu nível normal e não houve vazamento de radiação.

"O fornecimento de energia (no oeste do Japão) já era limitado. Este problema no reator n 1 de Ohi, piora ainda mais a situação," disse Goshi Hosono, ministro de energia e prevenção de acidentes nucleares, aos repórteres.

"Queremos que as restrições às atividades econômicas e ao dia a dia da população sejam as menores possíveis. Mas está bem claro que a situação se tornou muito crítica agora."

O governo já está mandando que os usuários de energia em Tóquio e seus arredores, assim como os do norte do Japão, reduzam o seu consumo de eletricidade em 15 por cento, por medida de segurança, depois que a crise de radiação na usina de Fukushima impediu que alguns dos reatores fossem religados depois de uma manutenção de rotina.

A Kansai Electric, que fornece energia à Osaka, a maior cidade do Japão e aos seus arredores, até agora apenas pediu aos seus clientes que reduzam o consumo de energia.

Entre os clientes da Kansai estão fábricas importantes, como a Panasonic Corp e a Sharp Corp.

Os outros dois reatores da concessionária estão programados para entrar em manutenção na semana que vem, deixando apenas 4 das suas 11 unidades funcionando.

Um terremoto de magnitude 9.0 e a tsunami, que atingiram o Japão em 11 de março, danificaram as funções de resfriamento na usina nuclear da Tokyo Electric Power, em Fukushima Daiichi, desencadeando o pior desastre atômico mundial desde Chernobyl, há 25 anos.

O primeiro-ministro Naoto Kan disse que o trabalho para manter a usina de Fukushima sob controle está progredindo bem e que ele planejava completar a "fase dois" do processo, quando os engenheiros pretendem estabilizar os reatores até janeiro, antes da data originalmente marcada para a sua conclusão.

"Eu disse (aos administradores do município de Fukushima) que faremos o nosso melhor para que as pessoas possam voltar para a sua cidade natal, e a "fase dois" vai ser concluída antes do planejado," disse Kan aos repórteres.

A Tokyo Electric pretende dar uma entrevista coletiva na terça-feira para fornecer uma atualização do progresso em Fukushima.

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