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Jovem de 14 anos é morto em protesto na Venezuela; oposição reage

Javier Faria

Em San Cristóbal

24/02/2015 16h52Atualizada em 24/02/2015 18h55

Um adolescente foi morto nesta terça-feira (14) durante um protesto na cidade de San Cristóbal, oeste do país, disse uma autoridade estatal, num momento em que as tensões crescem na Venezuela em meio a uma crise econômica e uma ofensiva do governo contra a oposição política.

As circunstâncias da morte de Kluiver Roa, de 14 anos, não ficaram claras, afirmou o coronel Ramón Cabezas, chefe da segurança popular no Estado de Táchira.

Roa morreu em meio a violentos confrontos entre manifestantes e policiais perto da casa do governador de Táchira, do partido governista, depois que um policial atirou para o chão, acrescentou Cabezas, porém não estava claro se ele tinha morrido devido ao ferimento da bala. Imagens mostraram o adolescente com um grave ferimento na cabeça.

Nas redes sociais, algumas informações apontaram que o adolescente recebeu um tiro na cabeça, embora a causa da morte não tenha sido confirmada oficialmente. Segundo essas informações, Kluiver Roa teria sido atingido na altura da cabeça quando estava perto da Universidad Católica do Táchira.

Outros estudantes que atiravam pedras ficaram feridos durante os confrontos, disse o líder estudantil Reinaldo Manrique.

"Chega de matar os jovens de nossa pátria!", disse o ex-candidato à presidência, Henrique Capriles, que reagiu à notícia com uma mensagem no Twitter.

A também opositora María Corina Machado escreveu na mesma rede social que "não há palavras para transmitir minha dor e indignação. Assassinaram uma criança de 14 anos. Um rapaz que protestava com seus companheiros". 

San Cristóbal, conhecida como a cidade do protesto na Venezuela, foi o epicentro de grandes manifestações de rua no ano passado que levaram a 43 mortes. Os protestos começaram novamente nas últimas semanas na cidade perto da fronteira com a Colômbia, onde a escassez de produtos básicos que vão desde papel higiênico a medicamentos é especialmente grave.

Na semana passada, a prisão do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, um líder veterano da oposição, também provocou alguns protestos no país sul-americano.

Críticos afirmam que o cada vez mais impopular presidente venezuelano, Nicolás Maduro, está buscando distrair seus apoiadores e assustar os adversários ao prender rivais políticos antes das eleições parlamentares no fim deste ano.

Maduro respondeu que a oposição é apoiada pelos Estados Unidos e está tramando atos de violência contra seu governo socialista.

(Com EFE)