Médicos Sem Fronteiras encerra resgates no Mediterrâneo e fazem apelo à Europa

LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) terminou a sua operação de resgate no mar que tinha como objetivo reduzir o número de pessoas que buscavam asilo e migrantes mortos ao tentar cruzar o Mediterrâneo do norte da África para a Europa, disse a organização nesta terça-feira.

O Médicos Sem Fronteiras afirmou que suas três embarcações resgataram mais de 20 mil pessoas em mais de 120 missões de busca e socorro durante oito meses no mar.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) declarou que 3.771 pessoas morreram enquanto tentavam chegar à Europa pelo mar em 2015, o ano com mais mortes que se tem registro para os que procuram um refúgio para o conflito e a pobreza.

"Enquanto continuamos absolutamente convencidos da importância da busca e do resgate dedicado para salvar vidas, nós somos médicos, e busca e resgate não devem ser o nosso trabalho”, disse em comunicado Stefano Argenziano, gerente do Médicos Sem Fronteiras para operações relacionadas à migração.

A organização disse que permaneceria alerta para intervir se os países da União Europeia falharem na ajuda para pessoas que tentam chegar no continente.

Fez ainda uma chamado para que os países do bloco encontrem maneiras legais e seguras para que refugiados e migrantes cheguem à Europa, para que assim não tenham que recorrer a contrabandistas e embarcações precárias para a viagem.

(Reportagem de Magdalena Mis)

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