Confirmação de teste de bomba de hidrogênio pela Coreia do Norte pode ser difícil

Por Jack Kim e Francois Murphy

SEUL/VIENA (Reuters) - Durante os próximos dias e semanas, especialistas vão procurar partículas radioativas presentes no ar que podem lançar luz sobre a declaração da Coreia do Norte, que diz ter testado uma bomba de hidrogênio, mas chegar a uma conclusão independente pode ser demorado e difícil.

Estações de monitoramento sísmico operados por governos ao redor do mundo detectaram um tremor de terra na manhã desta quarta-feira que, segundo medição do serviço geológico dos Estados Unidos, teve magnitude de 5,1.

A localização do terremoto, perto de uma conhecida área de teste nuclear da Coreia do Norte, e suas características sísmicas levaram especialistas a concluir rapidamente que o país teria provavelmente conduzido um quarto teste nuclear. Pyongyang anunciou então que tinha feito o teste.

Mas somente com a detecção de partículas radioativas no ar poderá dar pistas sobre o tipo de dispositivo que foi detonado e se foi uma bomba de hidrogênio, que é mais poderosa do que uma bomba atômica e marcaria um avanço tecnológico para a Coreia do Norte.

Outra possibilidade é não ter sido um dispositivo nuclear, mas sim um explosivo convencional de grande potência.

No último teste nuclear da Coreia do Norte, em 2013, levou 55 dias para que fosse detectado gás xenon radioativo por uma estação de monitoramento no Japão, localizada a cerca de mil quilômetros do local de teste, que apontava para uma explosão nuclear de Pyongyang.

"O que gostaria de dizer é que neste momento é muito consistente com o que o mundo viu em 2013, que foi declarado como teste nuclear, acredita-se fortemente que tenha sido um teste nuclear", disse a jornalistas em Viena Randy Bell, chefe do Centro Internacional de Dados da Organização do Tratado Abrangente de Banimento de Testes Nucleares (CTBTO,na sigla em inglês).

Ele acrescentou, contudo, que neste momento é muito difícil verificar a natureza da explosão, se foi nuclear ou não, já que os dados sismológicos não fornecem esse tipo de informação.

(Reportagem adicional de Ju-min Park, em Seul)

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