Pesquisa mostra britânicos inclinados a deixar UE apesar de otimismo de Cameron

Por Guy Faulconbridge e Kylie MacLellan

LONDRES (Reuters) - A maioria dos britânicos que já tomaram sua decisão vai votar pela saída da União Europeia em um referendo próximo, tornando a Grã-Bretanha o país-membro mais relutante do bloco formado por 28 nações, mostrou uma pesquisa de opinião publicada nesta quinta-feira.

Mesmo com os esforços do primeiro-ministro britânico, David Cameron, para que os líderes da UE melhorem as condições de permanência concedidas a Londres antes que ele convoque a votação, que pode ser realizada já em junho, a pesquisa da ORB indicou que a oposição à União Europeia está crescendo na Grã-Bretanha.

Enquanto 21 por cento dos eleitores ainda se declaram indecisos, 43 por cento disseram que desejam deixar a UE, com 36 por cento optando pela permanência, mostrou a pesquisa.

Desconsiderando os indecisos, 54 por cento dos eleitores desejam a saída da Grã-Bretanha do bloco, um aumento em relação aos 51 por cento registrados há um ano, enquanto 46 por cento querem a permanência, uma queda em relação aos 49 por cento anteriores.

O ceticismo da população contrasta com as mais recentes declarações otimistas de Cameron, de que um acordo pode ser alcançado sobre sua demanda por mudanças no relacionamento entre a Grã-Bretanha e a UE, incluindo a redução dos direitos de imigrantes na UE que trabalham no país.

“Apesar da votação iminente sobre a Brexit (saída britânica do bloco), um número significativamente maior de pessoas relatam se sentir mais afastados do que perto da Europa nos últimos 12 meses”, disse o diretor-executivo da ORB International, Johnny Heald, à Reuters.

“Se o primeiro-ministro quiser evitar um desastre em seu mandato, alguém precisa começar muito em breve a convencer o público sobre o porquê de permanecer membro da UE”.

As pesquisas indicam que o referendo pode ter um resultado bem mais apertado do que alguns políticos haviam previsto, e que o desfecho depende dos cerca de 20 por cento dos eleitores que ainda não se decidiram.

Uma saída da Grã-Bretanha seria um golpe no coração da União Europeia, que ficaria sem sua segunda maior economia e uma das duas principais potências militares.

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