Procurador de Paris lança dúvidas sobre identidade de homem morto pela polícia

PARIS (Reuters) - O procurador-geral de Paris, François Molins, levantou novas dúvidas sobre a identidade do homem morto a tiros pela polícia na capital francesa na quinta-feira, enquanto as autoridades tentam esclarecer se ele representava uma ameaça maior ou se agia sozinho e sem apoio.

O homem foi morto ao tentar entrar numa delegacia portando um facão. Um policial disse que o agressor gritou Allhu Akbar (Deus é Grande), e vestia o que depois se revelou ser um cinto com explosivos falsos.

O incidente ocorreu no aniversário de um ano do ataque mortal de militantes islâmicos contra o semanário satírico Charlie Hebdo, na capital francesa.

Molins disse a uma rádio francesa que o homem pode ter fornecido uma identidade falsa alguns meses atrás. Ele também disse que um celular com um cartão SIM alemão foi encontrado com o corpo e estava sendo examinado.

“Não tenho certeza nenhuma se a identidade dada por ele é verdadeira”, disse Molins à rádio francesa France Inter, nesta sexta.

Uma fonte judicial disse nesta quinta que o homem morto pela polícia se chamava Ali Sallah, um marroquino nascido em 1995 em Casablanca. Ele era sem-teto e conhecido pela polícia por praticar roubos na região de Var, no sul da França, em 2012.

Nos comentários desta sexta, Molins disse que as autoridades sabem, a partir das impressões digitais, que o homem morto se identificou como Sallah para a polícia ao ser detido no ano passado.

No entanto, ele disse que um papel encontrado com o corpo fornecia um nome diferente, e a nacionalidade tunisiana.

Molins disse que, embora o nome  Ali Sallah não fosse conhecido pelos serviços de inteligência, “vamos precisar estabelecer a identidade – saber qual a identidade verdadeira”.

O papel encontrado com o corpo continha também uma bandeira do Estado Islâmico e uma declaração de aliança ao grupo militante, em árabe.

O Estado Islâmico, que controla partes de Iraque e Síria, assumiu a responsabilidade por outro ataque mortal em Paris, em 13 de novembro, no qual 130 pessoas morreram.

(Reportagem de Sophie Louet)

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