"Grande coalizão" ainda é incerta na Espanha, apesar de pressão separatista catalã

Por Angus Berwick

MADRI (Reuters) - Apesar do retorno de um movimento separatista unificado catalão, a grande coalizão de partidos de centro-esquerda e centro-direita proposta pelo primeiro-ministro em atividade, Mariano Rajoy, para defesa contra uma possível ruptura da Espanha, falhou em conquistar apoio nesta segunda-feira.

Antes da primeira sessão do Congresso, na quarta-feira, a formação de um governo continua em impasse após a eleição inconclusiva do mês passado que deixou o Partido Popular com a maior parte dos assentos, mas sem maioria.

A pressão sobre políticos nacionais para se chegar a um acordo aumentou no domingo, quando o parlamento da Catalunha empossou um novo líder separatista, colocando a tentativa regional de separação da Espanha em ação novamente, após meses de tensões políticas.

O líder Socialista, Pedro Sánchez, reiterou nesta segunda-feira que não irá apoiar Rajoy, que diz que uma "grande coalizão" de Socialistas, seu Partido Popular, de centro-direita e o centrista Cidadãos iria promover uma estabilidade à economia que possui o segundo maior número de desempregados na Europa.

Ao contrário disto, Sánchez propôs uma aliança de "forças progressistas", mas um grande ponto de discordância é a promessa do partido Podemos, de esquerda, de permitir que um referendo sobre a independência prossiga na Catalunha.

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