Áustria tomará medidas mais duras para impedir entrada de "imigrantes econômicos"

VIENA (Reuters) - A Áustria vai tomar medidas mais duras para impedir a entrada de “imigrantes econômicos” em suas fronteiras, com o objetivo de reduzir a imigração em geral, disse o chanceler da Áustria, Werner Faymann, elevando o tom contra as pessoas que buscam asilo no país.

Centenas de milhares de pessoas que fogem do conflito e da pobreza no Oriente Médio, no Afeganistão e em outras partes do mundo entraram na Áustria, muitos a caminho da Alemanha, no ano passado.

Cerca de 90 mil dos que entraram buscaram asilo na Áustria –País de 8,5 milhões de habitantes– em 2015, cerca de três vezes mais do que no ano anterior, de acordo com estatísticas do Ministério do Interior citadas pela rádio ORF.

“Devemos transitar para um plano B. Isso significa intensificar as políticas junto com a Alemanha para enviar de volta imigrantes econômicos e reduzir os números em geral”, disse Feymann, membro do Partido Social Democrata, em uma entrevista ao jornal austríaco Krone publicada nesta terça-feira.

Ele disse que a Áustria precisa explorar seu arcabouço legal para diferenciar entre aqueles que fogem da guerra daqueles que migram por razões econômicas.

“Uma coisa é certa em qualquer caso: em breve vamos ser mais ativos em nossas fronteiras do que hoje. Os alemães também vão fazer mais”, disse Faymann.

Antes mais leniente sobre a aceitação de migrantes, Faymann tem sido pressionado por seus parceiros conservadores de coalizão e pelo Partido Liberdade, de extrema direita, que em pesquisas de opinião recentes registrou o apoio de cerca de um terço dos pesquisados.

No mês passado, Faymann disse que a Áustria deveria aumentar as deportações de pessoas que não se qualifiquem para receber asilo.

Na Alemanha, ataques contra mulheres em várias cidades durante a noite de Ano Novo provocaram centenas de queixas, com a suspeita da polícia recaindo sobre refugiados, o que aumenta a pressão sobre a chanceler Angela Merkel e sua política de portas abertas ao migrantes.

(Reportagem de Shadia Nasralla)

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