Bovespa fecha abaixo de 39 mil pts pela 1ª vez desde 2009

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou nesta quarta-feira com o seu principal índice abaixo dos 39 mil pontos pela primeira vez em quase sete anos, fracassando novamente na tentativa de recuperação diante da piora nos pregões em Wall Street e volatilidade dos preços do petróleo.

O Ibovespa caiu 1,44 por cento, a 38.944 pontos, na sexta queda consecutiva, levando o índice para o menor nível desde 16 de março de 2009.

Na máxima da sessão, o índice de referência do mercado acionário brasileiro chegou a subir 1,36 por cento.

O volume financeiro foi novamente baixo, totalizando 5,1 bilhões de reais, ante média de 7,33 bilhões de reais em 2015. No mês, a média está em 5,03 bilhões de reais.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam com forte queda, pressionados pelo recuo de ações do setor de consumo e de energia.

O petróleo Brent fechou em queda de 1,78 por cento enquanto o contrato de WTI encerrou quase estável.

Também seguem pesando nos negócios preocupações relacionadas à China, conforme as bolsas naquele país seguem fragilizadas a despeito da série de medidas adotadas por Pequim para frear as perdas no mercado acionário chinês.

DESTAQUES

= PETROBRAS fechou com as preferenciais em queda de 4,7 por cento, a 5,27 reais, renovando mínima desde agosto de 2003, em meio à volatilidade dos preços do petróleo no exterior. Os papéis ordinários recuaram 2,86 por cento. O UBS cortou os preços-alvo dos dois papéis em cerca de 30 por cento, para 10 e 8 reais, respectivamente, enquanto manteve recomendação "neutra", citando o cenário de preços mais baixos para a commodity.

= VALE encerrou com as ações ordinárias em queda de mais de 4,36 por cento, a 9 reais, novo piso de fechamento desde julho de 2004, conforme permanecem preocupações sobre o efeito da desaceleração da economia chinesa nos preços das commodities minerais. O minério de ferro na China caiu novamente para a cotação mínima desde novembro. Analistas do Itaú BBA destacaram em relatório que o cenário desafiador para os preços das commodities deve seguir pressionando o fluxo de caixa da mineradora. Os papéis preferenciais de classe A cederam 3,03 por cento. Foi a 8ª queda seguida das ações, que já acumulam em 2016 perda de mais de 30 por cento.

= ITAÚ UNIBANCO caiu 1,55 por cento e BRADESCO recuou 1,43 por cento, na esteira da piora do quadro externo, respondendo por relevante contribuição negativa para o Ibovespa, dada a elevada fatia que ambos detêm no índice.

= OI recuou 8 por cento, após analistas do Bank of America Merrill Lynch cortarem os preços-alvo e estimativas para receita e Ebitda de operadoras de telecomunicações, e rebaixarem a recomendação para os papéis da Oi para "neutra". No mesmo relatório, VIVO foi considerada a mais resiliente e fechou em alta de 0,48 por cento. TIM cedeu 0,33 por cento.

= RUMO ALL despencou 15,7 por cento, no 9º pregão seguido de perdas. No ano, o papel acumula perda de quase 47 por cento. Agentes financeiros estão atentos aos desdobramentos do aumento de capital privado da empresa de logística ferroviária anunciado no final de dezembro via emissão de ações. Os papéis da COSAN LOGÍSTICA, principal acionista da empresa, mas que não faz parte do Ibovespa, desabaram 11,69 por cento.

= CIA HERING subiu 3,15 por cento, entre os destaques de ganhos do Ibovespa, após as vendas no varejo brasileiro em novembro crescerem inesperadamente em relação ao mês anterior, embora tenham registrado o pior desempenho na comparação anual desde 2003.

= BRASKEM recuou 2,37 por cento, ante expectativas de que a Petrobras possa anunciar nos próximos dias a venda de sua participação de 36 por cento na petroquímica, segundo noticiou coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

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