Coreia do Sul pede por sanções dolorosas em resposta a teste nuclear do Norte

Por Jack Kim e Ju-min Park

SEUL (Reuters) - A Coreia do Sul alertou a Coreia do Norte, nesta quarta-feira, de que os Estados Unidos e seus aliados trabalham na elaboração de sanções para "infligir dor" após o mais recente teste nuclear norte-coreano, e pediu à China que faça sua parte para controlar o regime do país isolado.

Com as tensões em alta na fronteira entre as Coreias do Norte e Sul, depois do quarto teste nuclear do Norte ter sido realizado na quarta-feira da semana passada, as forças sul-coreanas atiraram contra um objeto voador que a agência de notícias Yonhap disse ser um suposto drone norte-coreano.

O objeto voador voltou para o Norte após os tiros, disseram oficiais militares sul-coreanos à Reuters.

O teste nuclear da Coreia do Norte irritou a China e os EUA, e voltaram a levantar questões sobre o que pode ser feito para conter o desenvolvimento de armas nucleares.

A Coreia do Norte afirmou ter testado uma poderosa bomba de hidrogênio, mas os EUA e vários especialistas duvidaram da alegação, já que a explosão foi aproximadamente da mesma dimensão que a de testes anteriores, feitos com bombas atômicas, em 2013.

A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou por quase unanimidade, na terça, uma nova legislação para expandir as sanções contra a Coreia do Norte.

Mas aparentemente imperturbável diante do prospecto de um isolamento internacional ainda maior, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, ordenou a expansão do tamanho e da força do arsenal nuclear de seu país, encorajando a “detonação de bombas H mais poderosas”, segundo a mídia estatal norte-coreana.

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, disse que mais “provocações” feitas pelo Norte, incluindo o “terrorismo cibernético”, seriam possíveis, e que as novas sanções devem ser mais duras do que as anteriores. Ela não elaborou de que maneira.

(Reportagem adicional de James Pearson, Jee Heun Kahng, Hooyeon Kim, Dahee Kim e Se Young Lee, em Seul; Patricia Zengerle, em Washington; e Ben Blanchard, em Pequim)

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