Termina epidemia de Ebola na África Ocidental, mas novos casos são possíveis, diz OMS

GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quinta-feira o fim do mais recente surto do vírus Ebola na Libéria, marcando a primeira vez desde o início da epidemia em 2013 em que não há nenhum caso conhecido da doença na África Ocidental.

A OMS disse, no entanto, ser muito cedo para declarar o fim da epidemia que matou mais de 11.300 pessoas, dos 28.600 casos registrados. Mais surtos são esperados, uma vez que o vírus pode perdurar em sobreviventes por até um ano, e ser transmitido através do sexo e talvez outros meios.

“Todas as correntes de transmissão foram interrompidas na África Ocidental”, disse a OMS em comunicado.

A notícia é um potencial ponto de virada na luta contra a doença, que começou nas florestas do leste Guiné em dezembro de 2013, espalhou-se por Libéria e Serra Leoa e, ao atingir seu pico de contaminação em outubro de 2014, provocou medo em todo o planeta.

Foram registrados casos em outros sete países, incluindo Nigéria, Estados Unidos e Espanha, embora quase todas as mortes tenham sido nos três países da África Ocidental.

Governos e organizações internacionais de saúde se uniram a profissionais de saúde locais para combater a doença, e o surgimento de novos casos minguou devido a campanhas de saúde pública e o esforço para localizar e isolar grupos de risco, assim como o tratamento e sepultamento seguro de pacientes e vítimas.

A declaração desta quinta ocorre porque faz 42 dias desde que o último paciente de Ebola na Libéria testou negativo para a doença. O país havia se declarado livre do vírus duas vezes antes, em maio e em setembro de 2015, mas em cada uma das vezes surgiu um novo foco de contaminação.

“Estamos agora em um período crítico na epidemia de Ebola, à medida em que passamos da administração de casos e pacientes para a administração de riscos residuais e novas infecções”, disse Brice Aylward, representante especial da OMS para a resposta ao Ebola. “Ainda esperamos mais surtos e devemos estar preparados para eles.”

(Reportagem de Stephanie Nebehay)

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