Senador Ricardo Ferraço deixa PMDB e critica aliança do partido com Dilma

SÃO PAULO (Reuters) - O senador Ricardo Ferraço (ES) anunciou nesta sexta-feira sua saída do PMDB e criticou a aliança do partido com o governo da presidente Dilma Rousseff, que ele afirmou ser a "responsável pela atual derrocada política, moral e econômica do Brasil".

O destino mais provável de Ferraço é o PSDB. Ele é próximo do presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), com quem viajará à Argentina no início do próximo mês para uma reunião com o recém-empossado presidente argentino, Mauricio Macri.

"Apelei reiteradas vezes ao PMDB que deixasse a aliança liderada pelo PT e pela presidente Dilma Rousseff na Presidência da República, em nome de suas grandes tradições, notadamente na luta pela redemocratização de nosso país", disse Ferraço em nota, na qual expressa desejo de que o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), também deixe o partido.

"Ingenuamente, cheguei a acreditar que esse afastamento se daria, mas o que temos visto é a insistência na manutenção da aliança espúria, sem perspectivas de novos rumos. É chegado o momento de buscarmos a união de forças para derrotar de vez esse projeto de poder que tanto mal faz ao nosso país e às futuras gerações."

O vice-presidente da República, Michel Temer, também preside o PMDB, e o partido tem sete ministérios no governo Dilma, embora a relação do Palácio do Planalto com peemedebistas, principalmente na Câmara dos Deputados, venha sendo marcada por turbulências.

Assim como Ferraço, uma ala do PMDB defende o rompimento da aliança com o governo, assunto que pode ser tratado na convenção do partido marcada para março.

(Por Eduardo Simões)

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