Trump defende maior taxação de produtos chineses para conter desvalorização de moeda

Por Ginger Gibson

WASHINGTON (Reuters) - Donald Trump, um dos candidatos Republicanos à Presidência dos Estados Unidos, defendeu uma taxação maior sobre produtos chineses caso a China não deixe de permitir a desvalorização de sua moeda, o iuan.

Trump repetiu uma proposta que já havia feito por uma taxação de 45 por cento para compensar a desvalorização. O bilionário empresário também criticou o Japão, dizendo que o país estava se engajando em práticas similares, e destacou a competição entre os tratores feitos pela companhia norte-americana Catterpilar e os fabricados pela japonesa Komatsu <6301.T>.

“Eles estão desvalorizando sua moeda e estão matando nossas empresas”, disse Trump. “Estamos deixando que se safem com isso, e não podemos deixá-los se safar.”

O iuan apresentou ganhos modestos nesta sexta-feira, mas ainda permaneceu cerca de 1,4 por cento mais fraco ante o dólar em comparação com o início do ano, perdendo cerca de 5 por cento desde agosto.

A questão sobre qual a melhor maneira de reagir à desvalorização da moeda chinesa se tornou um tópico de discussão entre os candidatos Republicanos à Presidência norte-americana durante um debate na noite de quinta-feira.

O ex-governador da Flórida Jeb Bush criticou Trump por defender maiores taxas de importação, dizendo que isso iria somente provocar uma retaliação contra os produtos norte-americanos.

“Isso seria devastador para nossa economia”, rebateu Bush. “Precisamos de alguém com uma mão firme para ser presidente dos EUA.”

O senador da Flórida Marco Rubio disse que se opõe a uma maior taxação dos produtos chineses, pois isso iria somente aumentar os preços para os consumidores norte-americanos.

Trump respondeu que a proposta de Rubio –de simplesmente fortalecer a economia norte-americano em resposta– demoraria demais.

“Você absolutamente tem que se envolver com a China. Eles estão levando muito do que temos em termo de empregos, em termos de dinheiro”, disse Trump. “Nós simplesmente não podemos continuar assim por muito tempo.”

(Reportagem adicional de Sui-Lee Wee em Pequim)

((Tradução Redação Rio de Janeiro; +55 21 2223-7148)) REUTERS MPP

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