Governo da Colômbia e Farc decidem pedir que ONU supervisione desarmamento

Por Nelson Acosta

HAVANA (Reuters) - O governo colombiano e os rebeldes de esquerda das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) concordaram nesta terça-feira em pedir ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas ajuda para monitorar e verificar um desarmamento rebelde se os dois lados chegarem a um entendimento final para terminar com um conflito de 50 anos.

"Nós decidimos pedir ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para estabelecer desde já essa missão política com observadores desarmados por um período de 12 meses”, disseram os dois lados num comunicado conjunto lido em Havana, o local das negociações de paz nos últimos três anos.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou no ano passado que ele faria tal pedido à ONU. A disposição dos rebeldes de fazerem a solicitação junto com o governo é um sinal de progresso, no momento em que os dois lados buscam alcançar um acordo de paz antes do prazo final de 23 de março determinado pelos negociadores no ano passado.

Os colombianos pediram que o grupo das Nações Unidas seja composto por representantes de países da América Latina e do Caribe. Os observadores internacionais verificariam um cessar-fogo bilateral, mediariam o desarmamento das Farc, resolveriam disputas e fariam recomendações. Se necessário, a participação internacional poderia ser prolongada por mais um ano, segundo o comunicado.    

“Achamos que essas notícias hoje são boas, notícias transcendentais”, declarou Humberto de la Calle, principal negociador do governo.   

O negociador rebelde Iván Márquez disse que o acordo era um “sinal forte”.

“A paz na Colômbia é possível”, afirmou ele.

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