Grã-Bretanha deve apertar regras para imigrantes qualificados de fora da EU

LONDRES (Reuters) - A Grã-Bretanha deverá dificultar a contratação por empresas de funcionários qualificados que não sejam da União Europeia, visando impulsionar o salário e a capacitação dos profissionais locais, disseram os assessores do governo, gerando protestos de grupos patronais.

Nesta terça-feira, o Comitê Consultivo para Migração (MAC) recomendou um aumento gradual em quase 50 por cento no salário mínimo para os profissionais contratados sob o programa de visto Tier 2 –conhecido como categoria de Trabalhador Qualificado- para 30.000 libras (42.477 dólares) por ano.

O MAC também disse que as empresas deverão pagar uma nova taxa para a contratação de trabalhadores no âmbito do programa e, além disso, o governo irá apertar as regras que permitem às empresas transferirem funcionários cuja nacionalidade não seja da EU, mas que já trabalham em unidades da empresa nos demais países do bloco.

A imigração se tornou uma das questões mais controversas na política britânica. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, quer cortar a rede global de imigração para as dezenas de milhares de pessoas, uma meta que tem se mostrado muito fora de alcance nos últimos anos já que trabalhadores de países da União Europeia migraram em revoada para aceitar empregos na crescente economia britânica.

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