Naufrágios na Grécia deixam ao menos 43 imigrantes mortos, incluindo 17 crianças

ATENAS (Reuters) - Ao menos 43 imigrantes, incluindo 17 crianças, morreram afogados nesta sexta-feira quando os barcos em que estavam naufragaram perto de duas ilhas gregas, disseram autoridades da guarda costeira, tornando este um dos dias com o maior número de mortes de imigrantes que se arriscam na perigosa rota entre a Turquia e a Europa.

De acordo com depoimentos de sobreviventes, dezenas de pessoas estavam a bordo de um veleiro de madeira que afundou em Kalymnos, uma pequena ilha no mar Egeu perto da costa da Turquia, disse um oficial da guarda costeira.

A guarda costeira resgatou 26 pessoas e recuperou os corpos de 35 imigrantes em um dos piores incidentes em meses, disse um oficial. Ainda não se sabe o motivo do naufrágio.

Também houve um naufrágio em Farmakonisi, outra pequena ilha também perto da costa turca, em que seis crianças e duas mulheres se afogaram quando o barco de madeira em que estavam bateu nas rochas pouco depois da meia-noite.

"Outros 40 imigrantes a bordo do navio conseguiram nadar até a costa", informou um comunicado da guarda costeira. "Mais uma vez, na noite passada traficantes de pessoas sem escrúpulos amontoaram dezenas de refugiados e imigrantes em embarcações de risco e incapazes de navegar na costa turca levando pessoas inocentes, inclusive crianças, a perecerem", diz um comunicado do Ministério do Transporte.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), as novas mortes de imigrantes e refugiados no Mediterrâneo já tornam este mês "o janeiro mais letal registrado”.

Os últimos incidentes elevam o número de pessoas mortas na rota do Mediterrâneo oriental no ano passado para ao menos 900 pessoas, disse o porta-voz da OIM, Joel Millman, em Genebra.

O número total de chegadas na Europa por via marítima aumentou para cerca de 37.000 em janeiro, mais de seis vezes os números combinados para o mesmo mês em 2014 e 2015, normalmente um mês lento devido ao mau tempo.

Fugindo da guerra, milhares de pessoas, principalmente sírios, enfrentaram mares revoltos este ano para fazer a curta, mas perigosa, viagem da Turquia para as ilhas da Grécia. O inverno torna a jornada ainda mais perigosa.

(Reportagem de Renee Maltezou, George Georgiopoulos e Theodora Arvanitidou em Atenas e Stephanie Nebehay em Genebra)

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