Explorador britânico morre em viagem solitária para quebrar recorde na Antártida

LONDRES (Reuters) - Um explorador britânico que tentava se tornar a primeira pessoa a cruzar a Antártida sem suporte e sem ajuda morreu após adoecer a apenas 50 quilômetros de completar sua missão, disse sua esposa nesta segunda-feira.

O ex-militar Henry Worsley, de 55 anos, estava há 71 dias e 913 milhas em sua jornada quando fez um pedido de ajuda, após se sentir mal, e foi levado para um hospital no Chile, onde foi diagnosticado com peritonite bacteriana.

"É com profunda tristeza que comunico que meu marido, Henry Worsley, morreu após falência múltipla dos órgãos", disse sua esposa, Joanna, em comunicado.

Pai de dois filhos, Worsley partiu em novembro para a jornada em comemoração aos 100 anos desde a tentativa de 1915 de realizar a primeira travessia pelo continente por seu herói, o explorador britânico Ernest Shackleton.

Worsley puxava um trenó com comida e equipamentos e a jornada tinha previsão de durar 80 dias. Além de marcar o aniversário da expedição de Shackleton, ele arrecadou 100 mil libras para o Fundo Endeavour, que ajuda soldados feridos.

As condições meteorológicas intensas e o desgaste da caminhada, no entanto, deixaram Worsley exausto e desidratado.

Os netos da rainha Elizabeth, príncipe William e príncipe Harry, da Grã-Bretanha, prestaram tributos ao explorador.

(Reportagem de Michael Holden)

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