Fortalecer economia do Oriente Médio é forma de derrotar extremismo, diz presidente do Irã

Por Steve Scherer e Antonella Cinelli

ROMA (Reuters) - Gerar crescimento econômico no Oriente Médio é crucial para derrotar o extremismo, afirmou o presidente do Irã, Hassan Rouhani, nesta terça-feira, apontando o país como uma potência comercial regional e como um pilar de estabilidade.

Rouhani está fazendo uma turnê de quatro dias por Itália e França com o objetivo de reconstruir as relações iranianas com o Ocidente cerca de duas semanas depois de Teerã ver as sanções econômicas impostas contra o país serem suspensas na esteira do acordo nuclear firmado no ano passado com o chamado P5+1 (Estados Unidos, França, Gã-Bretanha, Rússia, China e Alemanha).

A Itália anunciou cerca de 17 bilhões de euros em acordos comerciais com o Irã na segunda-feira. Grandes contratos também estão sendo negociados com os franceses, refletindo a disposição dos países da União Europeia para transformar em negócios o degelo diplomático com a República Islâmica.

Sublinhando o reaquecimento das relações, Rouhani disse esperar que o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, visite o Irã nos próximos meses para ajudar a fortalecer a aliança comercial bilateral.

"Estamos prontos para dar as boas-vindas a investimentos, para dar as boas-vindas a tecnologias e criar um novo mercado exportador", disse Rouhani durante fórum empresarial no segundo dia de sua estadia em Roma, dizendo que seu país espera desenvolver sua própria economia depois de anos de limitações e sofrimento.

"Com as novas condições, queremos exportar 30 por cento do que produzimos no Irã".

A Itália estendeu o tapete vermelho para o presidente iraniano e sua delegação de 120 líderes empresariais e ministros de governo, vendo o país xiita como um possível parceiro na batalha contra o grupo radical sunita Estado Islâmico.

"Se queremos combater o extremismo no mundo, se queremos combater o terror, um dos caminhos diante de nós é oferecer crescimento e empregos. A falta de crescimento criar forças para o terrorismo. O desemprego cria soldados para o terrorismo", afirmou.

Muitas nações ocidentais acusam o Irã de financiar vários grupos militantes que estão nas listas negras de terroristas de EUA e UE. Apesar do pacto nuclear para frear seu programa atômico, os norte-americanos ainda mantêm algumas sanções econômicas por causas dos laços de Teerã com organizações como o libanês Hezbollah.

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