Mosquito transmissor do Zika leva a melhor sobre Rio antes de Carnaval e Olimpíada

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Rio de Janeiro está tendo de lidar com uma visita incômoda em meio aos preparativos para receber milhares de pessoas para o Carnaval e para a Olimpíada: o Zika vírus, e a batalha para expulsá-lo da cidade promete ser complicada.

O Zika está causando um alarme na área de saúde nas regiões tropicais e subtropicais das Américas, já tendo se espalhado por mais de 20 países.

No Brasil, país que acredita-se ter sido o de desembarque do vírus na região antes de ele começar a se espalhar tendo como vetor o mosquito Aedes aegypti, a doença tem sido relacionada à microcefalia em mais de 4 mil recém-nascidos.

Mas, apesar de as autoridades baterem na porta das pessoas para alertá-las e de lançarem inseticida em áreas de criadouro do mosquito e em regiões turísticas, representantes da área de saúde pública afirmam que não há uma solução fácil, porque os insetos são abundantes na região e não há uma vacina contra o Zika.

"Estamos perdendo feio a batalha para o mosquito", disse o ministro da Saúde, Marcelo Castro, a jornalistas na segunda-feira, quando se reuniu com a presidente Dilma Rousseff para discutir o assunto. O ministro anunciou planos para mobilizar 220 mil soldados em fevereiro, para distribuir panfletos educacionais e ajudar a encontrar criadouros dos mosquitos nas cidades.

A doença é de baixa gravidade para a maioria das pessoas, exceto para as grávidas e para pessoas afetadas por outras complicações que os pesquisadores ainda têm dificuldade de entender. Nesta terça, cerca de uma semana antes do início do Carnaval, funcionários da prefeitura do Rio espalharam inseticida no Sambódromo, que recebe o desfile das escolas de samba.

Mais de 3 mil agentes de saúde da prefeitura foram mobilizados pela cidade para encontrar os criadouros do mosquito. Locais que receberão o Carnaval e a Olimpíada serão inspecionados diariamente durante esses grandes eventos.

Governos e agências de saúde, incluindo a Organização Mundial de Saúde e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, alertaram mulheres grávidas para que consultem seus médicos antes de viajarem para países afetados pelo Zika.

(Reportagem de Paulo Prada)

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