Trabalhadores de distribuidoras de energia vão ajudar a combater Zika, diz ministro

BRASÍLIA (Reuters) - As distribuidoras de energia elétrica vão colocar cerca de 40 mil funcionários responsáveis pela medição do consumo de eletricidade para colaborar no esforço de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do Zika vírus, da dengue e do chikungunya, disse nesta quinta-feira o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

Ao lado do presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, o ministro disse que os chamados leituristas vão notificar eletronicamente os locais com suspeitas de criadouros do mosquito, por meio do mesmo aparelho usado na medição do consumo.

“Os leituristas têm um aparelho em que podem, em tempo real, marcar o ponto onde há ocorrência ou suspeita de ocorrência de criadouros”, disse o ministro.

Além de repassar aos órgãos de saúde as informações sobre criadouros, o setor elétrico também vai promover uma mobilização para inspecionar subestações e outras instalações do setor para eliminar eventuais focos do mosquito, acrescentou.

O Brasil tem atualmente cerca de 4 mil casos suspeitos de microcefalia em bebês recém-nascidos relacionados com o Zika vírus, a maioria concentrada na Região Nordeste.

Nesta quinta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o Zika vírus está se espalhando "de forma explosiva" e pode afetar até 4 milhões de pessoas nas Américas, incluindo 1,5 milhão só no território brasileiro.

Homens das Forças Armadas também serão mobilizados para ações de combate ao mosquito.

(Reportagem de Leonardo Goy)

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